PACE LAYER, a metodologia proposta pelo Instituto Gartner que trata cada aplicação do portfólio de modo diferente com base no uso, nos processos de negócio que suporta e no ritmo de atualização que cada uma delas exige.

À medida que aplicações e processos de negócios mudam a uma velocidade vertiginosa, as organizações precisam desenvolver estratégias que lhes permitam responder com rapidez aos diferentes cenários, balanceando flexibilidade e agilidade com eficiência operacional.

Na publicação anterior deste blog falamos sobre a importância das iniciativas sistematizadas e integradas de APM − Application Portfolio Management − ou Gestão de Aplicações de Portfólio.

Como fazer isso?

O Instituto Gartner sugere o PACE LAYER, uma nova metodologia para classificar, selecionar, gerir e governar aplicações que apoiam determinados sistemas.

O método se sustenta no fato de diferentes aplicações servirem a diferentes propósitos dentro da organização, resultando em diferentes ritmos de mudança: algumas aplicações são muito dinâmicas, mudam o tempo todo; outras são quase estáticas, mudam com pouca frequência.

Modelo Pace Layer

Assim, o modelo Pace Layer classifica as aplicações em três grandes grupos − sistemas de registro, sistemas de diferenciação e sistemas de inovação − de acordo com o tipo de processo de negócio e ideias a que as aplicações estão associadas (figura abaixo).

PACELAYER-blogOPUS-2out2012_F1Classificação das aplicações em três grandes grupos de acordo com a metodologia Pace Layer (Instituto Gartner),qual divide as aplicações em camadas de acordo com o tipo de processo de negócio e ideias a que as aplicações estão associadas.

Sistemas de Registro: são aplicações que implementam regras de mercado, legislação ou melhores práticas do setor. Estão ligadas a ideias comuns compartilhadas pelas empresas de uma determinada indústria.

Sistemas de Diferenciação: são aplicações que implementam regras de negócio específicas da empresa e que a diferenciam de seus concorrentes. Seus conceitos são diferentes dos assumidos pela maioria; encerram, portanto, ideias de diferenciação no mercado.

Sistemas de Inovação: são aplicações feitas com o intuito de inovar. Por estarem ligadas a ideias novas − relativas a processos, mercados ou nichos que ainda nem existem − são bastante experimentais; algumas vezes são apenas provas de conceito.

Falhar no reconhecimento das características das aplicações pode gerar descompasso entre as áreas de negócios e TI, como já vimos em “Negócios e TI devem dialogar sempre“! Porém, isso não é tão difícil acontecer, se considerarmos que, de um lado, líderes de negócios tendem a buscar aplicações fáceis de usar, que possam ser rapidamente colocadas em produção ou customizadas para atender as demandas de mercado; e de outro, profissionais de TI cuja tendência é a padronização utilizando um número limitado de suítes de aplicações, com o objetivo de diminuir os problemas de integração, aumentar a segurança e controlar os custos.

Portanto, ter uma só política de governança para todo o portfolio não é nada eficiente, como revela o estudo do Gartner: aplicações diferentes devem ser tratadas diferentemente, não só com base no uso de cada uma delas, mas também nos processos de negócio que suporta e no ritmo de atualização que particularmente cada uma exige.

 
Este artigo contou com a colaboração de GUSTAVO BASÍLIO, integrante da equipe de Automação Bancária da OPUS Software  (engenheiro da Computação, Unicamp/SP;  Mestre em Computação,  KTH/Estocolmo; pós-graduado em “Inovação para a Competitividade”,  FIA/SP).
 
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