Hoje é praticamente impossível ir a qualquer lugar e não ver pessoas manuseando seus smartphones. As pessoas têm seus momentos de mobilidade em qualquer situação, estando isoladas ou em grupo. Mais e mais as pessoas se conectam com as outras usando seus dispositivos móveis. E querem também se comunicar com as empresas de seu interesse da mesma forma. Sem horário comercial, sem fim de semana: tem que ser a qualquer instante, 24 horas, 7 dias por semana.

Para a sua empresa a decorrência é clara: além de ter um website, tem que desenvolver e manter um aplicativo móvel que acompanhe esse comportamento dos clientes e, sempre que possível, permita alavancar os negócios.

Muitos profissionais de marketing acreditam que construir uma aplicação móvel é uma coisa relativamente fácil e que essa ferramenta vai, de forma instantânea, colocar as informações da sua empresa “na ponta dos dedos” dos clientes existentes e potenciais. Mas é isso que os clientes estão de fato querendo?

Os smartphones surgiram em 2007 com o Iphone. Há 9 anos. Os jovens e adolescentes daquela época estão hoje na faixa de 20 a 30 anos – e não sabem o que é viver num mundo sem toda essa interatividade permitida pela internet e os dispositivos móveis. É gente que está começando a vida profissional, casando (ou juntando), adquirindo bens móveis e imóveis… E quer fazer o máximo possível usando o seu “celular” – que hoje é um potente computador com telefone, geolocalização e outras facilidades como mensagens “push”. Fazendo o menor esforço possível para o que quer que seja: pesquisar, comprar, reclamar, solicitar assistência. Isso vai muito além de um “catálogo eletrônico” – que ajuda na função de pesquisa de um produto ou serviço oferecido, mas não participa em todas as outras esferas de funcionalidades desejadas (e de certa forma exigidas) por essa nova massa de consumidores que se acostumou com facilidades. Isso também se aplica a boa parte da população mais velha, que também aderiu aos novos tempos – e cada vez mais depende de seus celulares inteligentes.

Se isso não está claro para sua empresa, ela corre o risco de perder uma fatia cada vez maior de clientes. Basta ver as estatísticas de uso de celular no Brasil. A internet é hoje muito mais acessada pelos celulares que pelos computadores tradicionais, por exemplo. As compras por celular crescem num ritmo alucinante.

Se sua empresa tem um produto (ou serviço) que requer assistência pós-vendas, ou que pode ser personalizado por comprador, ou que requer uma interação contínua com sistemas existentes na empresa (para atualização e troca de informações), com certeza o “catálogo eletrônico” não vai ajudar a alavancar nem as vendas, nem a satisfação dos clientes, nem a retenção deles.

Por isso o desenvolvimento de aplicativos móveis tem que partir de perguntas essenciais sobre o que sua base de clientes (potencial e efetiva) de fato está querendo e – por outro lado – o quanto sua empresa pode aumentar o volume de negócios (ou reduzir custos) oferecendo uma aplicação mais interativa e mais acoplada aos seus processos de negócios. A resposta a essas perguntas permite definir um aplicativo móvel que terá grande chance de permanecer no smartphone do cliente – em vez de ser apagado após sua primeira utilização. E é isso que garantirá que o cliente continuará se relacionando com sua empresa.

4 Bons Motivos para desenvolver um aplicativo móvel de negócios

#1 Marketing On-the-fly:

Seus clientes podem acessar seu negócio a qualquer hora, em qualquer lugar. A melhoria contínua do aplicativo, depois de lançado, com a simplificação de uso e a inclusão de novos serviços e funcionalidades, aumenta a sua taxa de utilização e evita que a ele seja esquecido, ou pior, apagado. O uso cada vez mais contínuo da aplicação reforça a sua marca.

Se o aplicativo facilita a interação com sua empresa, certamente vai reduzir custos com call center e atendimento pessoal. Se facilita as vendas, vai aumentar suas receitas. Por isso, parte cada vez mais significativa dos orçamentos de marketing (que iam para campanhas publicitárias em que era impossível medir o retorno efetivo do investimento, o ROI) vai fatalmente se deslocar para o lançamento e aprimoramento contínuo do relacionamento digital entre a empresa e seu mercado consumidor, que necessariamente passa pelos aplicativos móveis. Com uma diferença fundamental: tudo é mensurável. É possível medir o retorno de cada centavo investido e direcionar as melhorias para o que mais impacta a linha de resultados de negócio (bottom-line).

#2 Research On-the-fly:

Se você usa qualquer infraestrutura de distribuição para vender seus produtos, não tem a menor ideia sobre os compradores e nem o menor controle sobre a utilização dos produtos. A menos que faça uso de pesquisas de mercado que, em geral, são caras e sempre tem um “delay” entre a captura dos dados, a tabulação e a disponibilização efetiva dos resultados. Se você não tem venda direta de nenhuma espécie (venda pessoal ou venda via website da empresa), vai depender 100% dessas pesquisas externas.

Com um aplicativo móvel inteligente, no mínimo você consegue obter os dados de seus clientes. Passa a saber como eles estão distribuídos geograficamente e onde eles estão, a cada momento. Pode se comunicar com eles a qualquer instante. Por exemplo, imagine o cartão de garantia do produto comprado (que era também uma forma de pesquisar o mercado comprador), precisava botar no correio, com seus dados e pelo menos um dado do produto comprado (modelo, numero de série, etc.), que era a amarração entre o cliente e o produto adquirido. Num aplicativo móvel essa amarração pode ser feita com facilidade. Produtos que tem refil podem ter ofertas de tempos em tempos. Produtos que são substituídos de tempos em tempos também. Produtos que exigem manutenção periódica.

E quando os seus produtos começarem a falar pela internet (iOT – Internet das Coisas), irão contar para seu aplicativo como, quando e onde estão sendo usados – coisa que só pesquisas muito onerosas conseguem levantar e sempre por amostragem. Com dados efetivos de uso, você vai desenhar produtos que contém recursos que os clientes de fato utilizam, vai cortar funcionalidades que ninguém usa, vai melhorar a qualidade daquilo que mais falha… Vai produzir produtos mais baratos, mais úteis e mais atraentes para os consumidores. Com custo zero de pesquisa.

#3 Cloud Sales:

Se você é líder de mercado, provavelmente precisa se esforçar muito para manter o volume de vendas. Se não é líder ainda, deve estar se esforçando para vender cada vez mais. Resumindo: se você tem um negócio, está sempre se esforçando para vender cada vez mais ou melhor (com mais resultados, especialmente quando é possível reduzir ou eliminar custos da cadeia de distribuição e entrega). O ideal é que as vendas estejam nas nuvens e os custos de vender e entregar caiam por terra.

Como as aplicações mobile são cada vez mais usadas e a parcela de vendas (do total das vendas via internet) feita através de mobile é cada vez maior, se você não vender via mobile vai perder clientes e um faturamento cada vez mais significativo. Pior ainda: vai perder a capacidade de atrair novos clientes, na mesma proporção. Logo, ter um aplicativo da marca não é modismo ou algo para manter o “brand awareness” (conhecimento da marca). É para continuar vendendo e, sempre que possível, aumentar as vendas. Não é mais uma opção ou uma alternativa, para muitas empresas. É uma necessidade imperativa para não ficar nas sombras de concorrentes que estão com as vendas nas nuvens.

#4 Client Networking:

Se você parar para pensar sobre seus clientes, muito provavelmente vai concluir que eles têm coisas em comum: gostos parecidos, necessidades similares, interesses de uma mesma natureza. O “cluster” de seus clientes provavelmente indicaria interesses muito próximos ou parecidos em termos de interesse, hábitos e desejos. É como se fosse uma teia, formando uma comunidade invisível, mas que hoje não se comunica entre si.

As redes sociais existentes desde os tempos de Orkut uniam pessoas que já se conheciam, coisa que até hoje redes como Linkedin (no âmbito profissional) e Facebook (no âmbito pessoal) fazem. Você cadastra conhecidos e amigos – mas você raramente faz novos amigos. As redes “sociais” do futuro serão menores, mas estarão mais centradas no aspecto de aproximar pessoas com interesses e necessidades similares, proporcionando a possibilidade das pessoas se conhecerem e se tornarem amigas. Esta é uma oportunidade fantástica para marcas que querem – mais que ser reconhecidas – ser amadas.

Criar redes de clientes, formando comunidades que são verdadeiramente úteis para o quotidiano da existência, por similaridade de necessidades e interesses. Se o aplicativo abrir as portas para os clientes da marca se comunicarem e interagirem, há um mundo novo de oportunidades (desde dicas de uso dos produtos até oportunidades profissionais ou pessoais, ligadas à cadeia de uso do produto ou serviço vendido). Pense nisso: seu aplicativo móvel contendo (também) uma plataforma estratégica para comunicação entre seus clientes, a sua marca – e uma miríade de empresas que podem praticar coopetição com a sua (e até pagarem para financiar esse espaço cooperativo).

 

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