Com a crescente popularização de Cloud Computing – computação como serviço – os custos das empresas para lançar novos produtos, serviços ou plataformas online vêm caindo. Ao invés de grandes investimentos iniciais em infraestrutura, as iniciativas podem começar modestas e crescer conforme a necessidade. Com isso, o investimento em pessoal para instalação e sustentação desta infraestrutura também tende a cair. Isto significa  uma diminuição na quantidade de empregos de TI? Não necessariamente.

Cloud Computing e o mercado de trabalho

Diferentemente da arquitetura tradicional de TI, que é baseada em quantidade de servidores (reais ou virtualizados) rodando em data centers, Cloud Computing provê uma plataforma de execução abstrata, fornecendo capacidade de processamento, armazenamento e transferência de acordo com a necessidade instantânea. Muitas das tarefas de instalação, configuração, tuning e manutenção de servidores estão desaparecendo com a migração de aplicações para a nuvem. Com isso, algumas funções tendem a ser menos procuradas pelas empresas, enquanto outras devem ganhar espaço.

O sobe e desce das funções

Especialistas em infraestrutura são os grandes prejudicados com a migração de aplicações para a nuvem. A habilidade de dimensionar máquinas, configurar ambientes, cuidar da rede e manter tudo isso funcionando não tem muito valor quando se fala em nuvem, pois o foco muda de hardware para software e dados. Com isso, a procura por esse profissional deve diminuir, acentuando a tendência que já vem se formando desde quando as empresas começaram a migrar infraestrutura interna para datacenters terceirizados.

Outros perfis de profissionais de TI, por outro lado, tendem a ganhar espaço. De acordo com o portal americano Mashable, funções relacionadas à analise de dados tendem a sofrer um aumento na procura, já que com a migração para a nuvem as empresas transferem esforços de dimensionamento, construção e manutenção de infraestrutura para áreas ligadas ao seu core business. Data mining, Web Analytics e Business Intelligencesão as buzzwords da vez nesta área.

Especialistas em arquitetura de software e em segurança também devem ganhar espaço. Aplicações executando na nuvem podem ter altíssima disponibilidade, mas isto não vem gratuitamente: arquitetos de software têm papel crucial no desenho das novas aplicações de modo a tirar proveito disso. Também os especialistas em segurança passam a ter maior responsabilidade, pois grande parte dos dados, que antes ficavam confortavelmente atrás de firewalls em redes privadas, agora está na nuvem. O trabalho para manter os dados seguros aumenta e, consequentemente, a importância desses especialistas para a organização.

Rearranjo no mercado

Como toda mudança, a migração de aplicações para a nuvem vai causar outras no mercado de trabalho de TI, porém dificilmente significarão diminuição na quantidade total de empregos da área. O que deve acontecer é um rearranjo interno, com algumas funções ganhando importância e postos de trabalho e outras perdendo importância e espaço. Cabe ao profissional de TI ficar atento a estas mudanças e adquirir o conhecimento necessário para manter seu passe valorizado no mercado, já que a computação como serviço é um conceito que veio para ficar.

 

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