Dando sequência ao tema do post anterior, vamos agora discutir critérios para a tomada de decisão entre construir ou comprar um software. Para mais detalhes, veja o artigo no final da postagem.

1. Significação estratégica e Cobertura da aplicação

Normalmente, apenas as aplicações envolvidas com o principal negócio da empresa, ou seja, aquelas responsáveis por seu diferencial e criação de valor para o cliente, precisam da construção customizada. As aplicações comuns, que são todas as outras que atendem às necessidades-padrão do dia a dia da organização, como pagamento de salários ou cálculo de impostos, podem ser adquiridas como pacotes prontos.

Portanto, só vale a pena desenvolver aplicações que atuem em especificidades de seu negócio, ou seja, que possuam significação estratégica.

Atenção: Um aspecto não tão comentado sobre a análise de um software-padrão é a avaliação de quantas funcionalidades ele possui que não serão aproveitadas em sua utilização. Cada funcionalidade extra representa um adicional de complexidade e custos futuros.

Desse modo, ao analisar um software-padrão deve-se ficar atento. Existe uma medida tradicional, porém, um pouco simplista, que ajuda aqueles que estão planejando comprar uma aplicação para atender às necessidades comuns de sua empresa, que é a de que o pacote deve atender a um mínimo de 80% das funcionalidades desejadas. Simplista porque essa medida deixa de fora uma grande questão – não é suficiente avaliar apenas se o pacote abrange todas as necessidades desejadas; é essencial também estudar a quantidade de funções não utilizadas, uma vez que elas aumentarão a complexidade e, consequentemente, gerarão custos.

Então, se o pacote apresentar grande número de funções desnecessárias pode ser mais eficiente desenvolver uma aplicação.

2. Ciclo de vida útil e Total Cost of Ownership (TCO)

Ao avaliar o pacote de software-padrão mais adequado, a preocupação não deve ser apenas se seus requisitos preenchem as necessidades atuais, mas também suas condições de se adaptar a possíveis mudanças. Isso será refletido em sua facilidade de manutenção e suas condições de expansão.

Atenção: É importante ter a consciência de que, independentemente de qual for seu negócio, ele vai precisar se adaptar a um futuro diferente e, para isso, você deve estar pronto para se atualizar.

Dessa maneira, as considerações que envolvem o ciclo de vida de um software (visão do futuro do software) se aplicam tanto às funções da aplicação quanto à plataforma tecnológica em que ela foi desenvolvida. A análise desses pontos resultará na probabilidade de o pacote se adaptar às novas necessidades da empresa e ter uma vida útil de longa duração.

Assim, se o pacote analisado foi desenvolvido em uma plataforma antiga, para prezar por um ciclo de vida mais longo, pode ser mais eficiente a escolha de outro pacote pronto e, se ele não existir no mercado, é o caso de desenvolver uma aplicação.

O TCO envolve não somente o custo de aquisição do pacote, mas também os custos para mantê-lo, que se dividem em custos de suporte, manutenção e evolução. Esses custos aumentam à medida que o pacote escolhido apresenta capacidades que não serão utilizadas. Outro ponto importante do TCO é estimar a economicamente a vida útil do software.

3. Custo/benefício da aplicação-padrão e Tempo de disponibilização da solução

Comprar uma aplicação que exerça uma função-padrão, ou seja, que atenda às necessidades de diversas empresas com o mesmo pacote, sempre será mais econômico do que a construção exclusiva de um software. No entanto, quando estamos falando da necessidade de algo muito específico, que será responsável por controlar um processo que necessita de exatidão na operação e é responsável pelo diferencial da empresa, a construção de uma aplicação é uma opção a ser analisada a fundo.

Atenção: Cuidado, o software pronto parece mais barato, porém, nem sempre é a melhor opção. Por causa do tempo necessário para sua implementação que, dependendo da complexidade do pacote, pode ser muito longo e, por isso, às vezes é mais vantajoso construir uma aplicação.

O senso comum diz que implementar um pacote é mais rápido que construir uma aplicação do zero, entretanto, essa é uma simplificação. Os processos de instalar, configurar, customizar e integrar podem ser tão complexos e lentos que o desenvolvimento de uma aplicação customizada fica mais vantajoso, uma vez que é possível maior controle de suas funções.

Para mais detalhes, clique aqui.

 

O dilema: Construir ou comprar uma aplicação?
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