Ao longo do desenvolvimento de aplicações para tablet, temos que tomar cuidado com diversos pontos que podem representar barreiras. Identificar esses pontos é essencial para que eles não comprometam o sucesso da aplicação.

Desenvolvidas em iOS (iPad, iPhone e iPod) e em Android (Google) – agora também em Windows (8 pro ou RT) com oSurface –, as aplicações para tablets são exemplos de como as novas tecnologias podem auxiliar na conquista de mercado pelas inúmeras possibilidades que oferecem. Cada vez mais empresas querem explorar o mundo dos tablets, porém é preciso calma. Ficar atento à infraestrutura de apoio e limitações das plataformas é tão relevante quanto pensar no objetivo da aplicação, sendo todos pontos importantes para que investimento não seja perdido.

Pensando nisso, identificamos alguns pontos de atenção na hora de trabalhar com desenvolvimento de aplicações corporativas:

1)    Plataformas

Plataformas móveis oferecem um modelo novo de interação com o usuário. Para o sucesso da aplicação, o usuário precisa encontrar recursos com os quais esteja familiarizado, como a interação por gestos ou uma interface com padrões conhecidos. As plataformas também possuem várias limitações de hardware, como quantidade de memória, limites de bateria e largura de banda. Assim, é necessário cautela nas escolhas das funcionalidades implementadas, sempre pesando valor e custo para o usuário final.

2)    Infraestrutura

Em um ambiente onde os funcionários ou clientes podem se conectar a rede privada da empresa e consumir seus recursos, é difícil prever a quantidade de dispositivos conectados e, portanto, a infraestrutura necessária.

Também não é raro encontrar aplicações para iPhone, por exemplo, que perdem a conexão de rede quando o dispositivo está poupando bateria ou não consegue se recuperar de uma perda temporária de conexão. Esse tipo de comportamento exige testes muito mais complexos, simulando situações pouco comuns no ambiente da empresa.

3)    Controle

No desenvolvimento para iOS há o controle da Apple em todas as fases, desde o cadastro de dispositivos e desenvolvedores até decisões que influenciam o comportamento dos dispositivos. Por um lado, isso garante a segurança da aplicação:  muito difícil existirem aplicativos em iOS que ofereçam riscos de vírus, perda ou vazamento de dados. Por outro lado, esse controle pode significar demora e apresentar dificuldades no desenvolvimento da aplicação.

4)    Atualizações

Mudanças da própria plataforma podem ocorrer durante a fase de desenvolvimento dos projetos. Se os dispositivos não estiverem configurados corretamente, eles podem, por exemplo, baixar atualizações ao mesmo tempo, “travando” a rede da empresa. Esse comportamento não pode ser previsto sem um conhecimento da plataforma e uma equipe acompanhando as atualizações dos fabricantes desses sistemas.

Empresas que utilizam aplicativos como principal forma de interação com o cliente, por exemplo, precisam ficar atentas para que seu negócio não seja comprometido.

5)    Distribuição

A publicação da aplicação é uma fase geralmente negligenciada no prazo dos projetos em plataformas móveis. Utilizando Android esta tarefa pode ser simplificada pela flexibilidade em distribuir aplicações em meios diferentes, mesmo sem o controle do Google. Já no caso do iOS, a distribuição depende da aprovação da Apple (o que pode demorar, como vimos acima). As aplicações também ficam disponíveis para qualquer pessoa de fora da empresa, exceto quando há distribuição controlada (no caso do iOS).

A criação de aplicações corporativas exige um serviço desenvolvedor qualificado e experiente, que se atente não só às plataformas, como também aos recursos da empresa.

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