No post anterior apresentamos o resultado da pesquisa que mostra diversos fatores que influenciam a adoção de Cloud Computing, positiva ou negativamente. Citamos, também,  a recente pesquisa realizada pela revista Information Week junto a seus leitores no mercado norte-americano. Foi direcionada para entender como os clientes corporativos viam as soluções do pacote Google in the Enterprise, que é a oferta da empresa para sua suíte de aplicativos de automação para escritório, completamente baseada na nuvem, que inclui editor de textos, email e planilha eletrônica, entre outras aplicações.

Naturalmente, tendo como base a funcionalidade da solução alvo da pesquisa, os participantes focalizaram suas respostas na comparação entre a solução do Google e o pacote Office da Microsoft.

A questão dos custos enterrados

Independentemente do resultado – favorável para a Microsoft no curto prazo, mas apontando para uma competição mais acirrada nos próximos anos – queremos ressaltar um aspecto importante evidenciado pela pesquisa: um número expressivo de usuários indicou que nem avalia ainda a solução do Google pelo fato de ter uma quantidade representativa de licenças da Microsoft que precisam ser amortizadas. E esse é um dos fatores menos analisados quando se fala em migração para a nuvem: os chamados “custos enterrados”, que são aqueles gastos já incorridos e irrecuperáveis.

Conforme já abordamos aqui, para as pequenas (e muitas médias) empresas, Cloud Computing viabiliza soluções que antes não cabiam em seus orçamentos. Na maioria dos casos, a única alternativa seria a hospedagem em um Data Center tradicional, sem as vantagens de elasticidade e agilidade de alocação/desalocação de recursos.

Entretanto, no caso das empresas grandes e médias que possuem Data Centers internos, quando se fala em migrar soluções para a nuvem há que se considerar os tais custos enterrados na construção da infraestrutura própria, incluindo sistemas de alimentação de energia, refrigeração… e por aí vai. Além disso, há os equipamentos de rede, os servidores que já estão em operação e, principalmente, as licenças de software. Em certos casos, não é possível simplesmente transferir as licenças para os servidores que rodarão na nuvem, e essa avaliação deve ser feita com cuidado. Deve-se considerar ainda que mesmo que se adote a nuvem para a categoria de aplicações que mais se beneficiam das vantagens oferecidas pelo modelo de Cloud Computing, a estrutura interna provavelmente continuará sendo mantida para rodar aplicações que a empresa não tem interesse em migrar.

Estratégia clara

Em situações como essa, quando se fala em uma nova aplicação a ser implantada, mesmo que ela seja uma natural candidata à nuvem, pode ser muito tentador simplesmente comprar mais um servidor, aumentar um pouquinho a banda Internet e tocar o barco assim mesmo, por ser a coisa mais fácil (e provavelmente mais barata) a fazer no curto prazo. Entretanto, essa forma de condução pode resultar em perda de competitividade ou menor retorno sobre os investimentos em TI logo ali na frente. O ideal é que as empresas que possuem infraestrutura própria definam uma estratégia clara em relação a Cloud Computing, baseada em uma classificação cuidadosa de seu portfólio de aplicações, dos processos de negócio suportados por elas e por uma  avaliação adequada dos atributos que fundamentarão a decisão de onde rodar cada tipo de aplicação.

Killer Cloud Computing Applications
Amazon Cloud Computing, Reinventando Sempre

Compartilhe

Compartilhe este post com seus amigos