Você consegue responder estas questões?

• Quantas aplicações fazem parte do seu portfólio?
• Qual o custo total dessas aplicações?
• Quais processos de negócio são suportados pelas aplicações e quais são seus principais indicadores de performance?
• Quem são, efetivamente, os usuários dessas aplicações?

Se você tem uma visão clara das questões acima, já entendeu a importância do “diálogo” entre negócios e TI. Se não, poderá estar mantendo um portfólio de aplicações desordenado. As aplicações, em vez de suportarem o negócio com agilidade e robustez, podem acabar se tornando um freio no desenvolvimento das operações.

Muito mais do que simples ativos de TI, as aplicações corporativas são ativos estratégicos para o negócio. A forma como as pessoas trabalham, a organização se relaciona com o cliente ou enfrenta mudanças do mercado relaciona-se, em um grau ou outro, com as aplicações que compõem o seu portfólio.

Gestão do Portfólio de Aplicações

Application Portfolio Management, ou APM, é prática de gerenciamento sistematizado desses recursos estratégicos para a organização, ao justificar e medir os benefícios financeiros de cada aplicação em comparação com os seus custos de manutenção e operação. Tal prática cria um cenário equilibrado ao harmonizar necessidades do mercado, objetivos estratégicos da empresa e rentabilidade dos investimentos, gerando benefícios os mais desejáveis:

• Racionalização no uso dos recursos, eliminando redundâncias
• Alinhamento da estratégia de TI com a estratégia corporativa
• Aumento da agilidade no atendimento às necessidades de negócio
• Diminuição das interrupções de serviço
• Diminuição da complexidade e custo de manutenções e migrações
• Maximização do retorno dos investimentos e minimização dos riscos

APLCAÇÕES F1

Figura adaptada de http://msdn.microsoft.com/en-us/library/bb896054.aspx

A prática da  Gestão de Portfólio de Aplicações, ou Application Portfólio Management (APM) . Ao CIO permite tornar claro o estágio atual do conjunto de ativos digitais da empresa sobre os quais ele deve tomar suas decisões. Aos responsáveis pela Arquitetura de Aplicações fornece informações seguras para alinhar os projetos em andamento ao portfólio de aplicações e de processos estruturados da empresa.

Embora sejam tantos os benefícios com a sua adoção, poucas empresas possuem iniciativas sistematizadas e integradas de APM, seja pela falta de conhecimento para ordenar o processo de levantamento e análise das informações, seja pela falta de recursos na área de TI para abraçar mais essa atividade, dentre outros possíveis motivos. Assim, menos de 10% das 2 000 maiores empresas globais têm um entendimento completo dos custos totais de seus portfólios de aplicações, como revela o Gartner.

Como equalizar projetos e objetivos de negócio com relevância estratégica e geração de valor, balanceando prazos e gerenciamento de risco, se não se considerar a Gestão de Portfólio de Aplicações? Dê sua opinião.

Colaborou neste artigo GUSTAVO BASÍLIO, integrante da equipe de Automação Bancária da OPUS Software  (Engenharia da Computação, Unicamp/SP; Mestre em Computação, KTH/Estocolmo; pós-graduado em “Inovação para a Competitividade”, FIA/SP).

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