A avaliação de 2016 dos fornecedores de computação em nuvem (IaaS) feita anualmente pelo Gartner foi divulgada em agosto, através do Quadrante Mágico específico para infraestrutura na nuvem (Magic Quadrant for Cloud Infrastructure). As mudanças mais interessantes que aconteceram desde a avaliação do ano passado foram:

  • A Amazon e a Microsoft continuam sozinhas no quadrante “Líderes”. A Amazon permanece bem à frente, mas a Microsoft continua sua escalada, e aos poucos diminui a distância entre as duas.
  • O Google ficou sozinho no quadrante “Visionários”, destacando-se dos demais fornecedores.

 

Quadrante Mágico para Infraestrutura na Nuvem – 2016

Fornecedores de computação em nuvem - Quadrante Mágico de 2016

 

Uma rápida retrospectiva

Para se ter uma ideia de como foi a evolução do Quadrante Mágico de Infraestrutura na Nuvem nos últimos anos, estes são os quadrantes de 2013 a 2015:

Quadrante Mágico para Infraestrutura na Nuvem – 2013

Fornecedores de computação em nuvem - Quadrante Mágico de 2013

 

Em 2013 foi a primeira vez que a Microsoft apareceu na avaliação do Gartner, quando lançou serviços de infraestrutura. Até então a sua oferta de computação em nuvem Microsoft Azure funcionava estritamente como PaaS.

Quadrante Mágico para Infraestrutura na Nuvem – 2014

Fornecedores de computação em nuvem - Quadrante Mágico de 2014

 

Em 2014 o Google pela primeira vez foi avaliado como fornecedor de IaaS pelo Gartner, a partir do lançamento do serviço de infraestrutura Google Compute Engine em dezembro de 2013. A Microsoft subiu para o quadrante “Leaders”, mas a Amazon continuou liderando com folga esse mercado.

 

Quadrante Mágico para Infraestrutura na Nuvem – 2015

Fornecedores de computação em nuvem - Quadrante Mágico de 2015

 

Em 2015 a Microsoft se manteve e continuou subindo no quadrante “Leaders”, com a Amazon sempre à frente.

 

Uma emocionante jornada para a nuvem

Esse movimento da Microsoft começou em 2010, quando declarou seu compromisso em relação a computação em nuvem:

A Microsoft está comprometida a trazer os melhores recursos de nuvem para desenvolvedores e usuários, tanto através da plataforma Windows Azure quanto pelos aplicativos do Office 365. Esta transformação vai levar tempo; mas, como dizem, “a jornada é metade da diversão”, por isso esperamos que você se junte a nós nesta emocionante jornada para a nuvem.

A escolha, em fevereiro de 2014, de Satya Nadella como novo CEO da empresa, só confirmou esse compromisso. Nadella foi quem conduziu – com sucesso – a Microsoft em direção à computação em nuvem, chefiando a divisão de Cloud Computing. Embora fosse uma área nova e ainda pequena para a empresa, sob seu comando o grupo teve um crescimento sólido e significativo.

Em uma entrevista, Nadella afirmou que uma das grandes decisões que tomou, mesmo antes de se tornar CEO, foi priorizar o Azure e apostar que a computação em nuvem seria o negócio do futuro.

Um de seus desafios é promover uma mudança de cultura dentro de uma empresa grande como a Microsoft. Ele sabe que, individualmente, ninguém gosta de mudanças. Entretanto, também reconhece que, se as mudanças não acontecerem, uma qualidade fundamental do ser humano – a capacidade de se adaptar – não será exercida. Se as empresas não mudam, elas desaparecem.

A Microsoft reconheceu a hora de mudar, fez um ajuste de curso e partiu para a briga.  E o resultado está demonstrado por sua trajetória, partindo de uma visão centrada no computador pessoal, para se tornar em curto espaço de tempo um dos líderes do mercado, como mostram os quadrantes mágicos dos últimos anos. Aliás, antes mesmo de a Microsoft entrar no quadrante dos líderes, nós já apostávamos na força e na estratégia da empresa.

 

 

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