Constantemente, os gestores de TI vivem o mesmo dilema: comprar ou desenvolver uma aplicação. Enquanto comprar significa adaptar os processos de negócio ao software, desenvolver significa construir uma aplicação que atenda a um processo específico.

No mundo corporativo, especialmente na área de TI, é importante tomar a decisão correta sempre em prol do bom funcionamento da empresa. Sob esse aspecto, nem sempre é fácil decidir se o melhor para a empresa é comprar um software que está no mercado ou se é mais vantajoso construir a própria aplicação.

A compra de uma aplicação no mercado atenderá cerca de 80%* das necessidades de negócio, enquanto os outros 20% das funções ficarão ociosas, deixando a aplicação mais complexa e, por consequência, subutilizada. Construir um software significa que determinado processo da empresa será totalmente operacionalizado com eficácia e eficiência. Portanto, a decisão correta entre construir um software ou comprá-lo pronto ganha cada vez mais relevância.

Segundo Geoffry Moore, quando se está analisando a opção de compra, não é suficiente apenas escolher um pacote que atenda às suas necessidades. É muito importante observar a quantidade de funcionalidades existentes nele que a empresa não utilizará, pois, cada funcionalidade extra representa um adicional de custo e complexidade, que gerarão futuras despesas e diminuição de performance, além da redução de velocidade no atendimento para acompanhar as mudanças de negócio.

Após diversos estudos, chegou-se a um consenso: compre quando for necessário automatizar um processo “comum” ou “padrão” de negócio. Construa quando estiver lidando com processos-chave, responsáveis pelos diferenciais de sua empresa no mercado.

A prática de modificar a programação de um software comprado, como um ERP, é chamada de customização. Apesar de muitas vezes necessária, para adaptá-lo a algum processo específico de negócio, essa prática pode ter consequências negativas. No momento de atualizar o pacote ERP, por exemplo, a existência dessa customização será um problema e um custo adicional eventualmente grande.

Outro possível ponto de atenção na compra de um pacote pronto é a dificuldade para integrá-lo aos outros sistemas satélites que, em alguns casos, podem ser tão complexos que a construção de um sistema seja mais eficiente.

De acordo com Matt Holtle, vice-presidente da Gartner, a tendência para o futuro é a composição dessas duas diferentes posições, ou seja, um pouco das duas.

Esse é um tema que está em evidência e por isso será novamente abordado, em breve, no blog.

*Veja mais detalhes clicando aqui.

 

Cloud Computing – Aplicação e Estratégia
Critérios de decisão: Construir ou comprar aplicações?

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