Imagine um mundo onde vários dispositivos, com sensores de baixo custo e sistemas embarcados, estão interligados a uma rede, funcionando de maneira inteligente e podem monitorar ambientes, tomar decisões e otimizar processos. Este é o conceito principal que permeia a internet das coisas (IoT). Exercitando sua imaginação mais um pouco, é fácil pensar que a IoT no Brasil pode mudar e influenciar áreas como logística, medicina, controle de recursos, meios de pagamentos, dentre outros.

Segundo estudo do CPqD e McKinsey, o impacto econômico da internet das coisas no Brasil pode chegar a US$ 200 bilhões por ano, até 2025.

Porém, para que possamos usufruir desse potencial, ainda é necessário que essa tecnologia amadureça bastante e que a infraestrutura seja aperfeiçoada. E isso só ocorre com planejamento e investimento de longo prazo.

Uma das iniciativas para esse aperfeiçoamento é o Plano Nacional de IoT, realizado através do BNDES, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e conduzido pela McKinsey / Fundação CPqD / Pereira Neto Macedo.

 

Plano de IoT no Brasil

 

O Plano Nacional de IoT é um estudo realizado que, dentre outras coisas, gerou um documento que pretende guiar políticas públicas no setor da internet das coisas.

Segundo o próprio documento, a visão por trás do plano é:

 

“Acelerar a implantação da Internet das Coisas como instrumento de desenvolvimento sustentável da sociedade brasileira, capaz de aumentar a competitividade da economia, fortalecer as cadeias produtivas nacionais, e promover a melhoria da qualidade de vida”.

 

Para atingir esse propósito, foi realizado um estudo dividido em quatro partes:

 

1) Diagnóstico geral e aspiração para o Brasil;

2) Seleção de verticais e horizontais;

3) Aprofundamento e elaboração de plano de ação (2018 – 2022);

4) Detalhamento das principais iniciativas do plano de ação.

 

Na primeira etapa, o estudo reuniu análises de oferta e demanda da tecnologia no país, além de pesquisas referentes a aplicação em setores diversos.

Na segunda fase, foram definidas frentes prioritárias para o desenvolvimento de internet das coisas no Brasil. Considerando capacidade de desenvolvimento e demanda, as verticais Cidades, Saúde, Rural, Fábricas e Industrias de base foram destacadas.

 

Na figura abaixo, podemos ver a matriz de priorização contida nesse documento:

 

 

Por fim, o documento propõe iniciativas envolvendo o estímulo a experimentação, cooperação e disseminação de modelos de negócios bem-sucedidos; o aperfeiçoamento e divulgação de instrumentos de financiamento; a capacitação de mão de obra especializada; e a internacionalização de soluções locais em linha com padrões globais.

 

A conclusão das coisas

 

Sem dúvida, o movimento IoT no Brasil deverá receber incentivos e investimentos do setor público e privado.

O país é um dos maiores consumidores de dispositivos de todo globo e, segundo um estudo da PwC, 59% dos brasileiros tem interesse em dispositivos com inteligência artificial, o que confirma o potencial do país em relação a internet das coisas.

O Plano Nacional de IoT incentiva o surgimento de iniciativas nessa área, o que poderá tornar nosso país competitivo frente outros países.

Nós, como empresas e profissionais interessados na área de internet das coisas, ficamos muito esperançosos de que tais estratégias e planos sejam cumpridos e impulsionem este movimento de inovação. Reconhecemos que as dificuldades sejam grandes, e a estratégia terá de ser revisada e ajustada durante sua trajetória.

Teremos êxito? Faremos parte dessa inovação? Nossas aspirações se tornarão realidade? Essas são questões que apenas o futuro próximo poderá responder, mas no momento, o cenário é positivo.

 

 

 

 

 

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