Originalmente publicado em 19 de agosto de 2013

Além de ser uma tecnologia inovadora em si, Cloud Computing favorece a inovação nas empresas por dois fatores fundamentais:

  • Pela redução de custo para manter a infraestrutura de TI das organizações, livrando espaço no orçamento para o desenvolvimento de novas aplicações ou para a modernização das aplicações já existentes;
  • Por reduzir o custo – e, portanto, o risco – de experimentação de novas soluções ou de novas iniciativas de negócios.

Os principais benefícios econômicos proporcionados por Cloud Computing, em uma análise rápida, são:

  • Eliminação da necessidade de investimentos prévios, uma vez que no modelo de Cloud Computing só se paga pelo que é efetivamente utilizado, enquanto no modelo tradicional todo o investimento no hardware deve ser feito antes mesmo de se começar a utilizá-lo. Em muitos casos, isso também se aplica ao software, que passa a ser alugado em vez de comprado. Essa mudança de “investimento” para “despesa” também gera economia fiscal;
  • Menores custos de manutenção e de upgrade de hardware e software;
  • A disponibilidade instantânea de recursos computacionais proporcionada pela computação em nuvem acelera a obtenção dos benefícios advindos de novos projetos e diminui os custos operacionais por transformar mais rapidamente em valor o investimento necessário para realizá-los;

Um estudo da Microsoft de 2010 mostra que o orçamento de TI das organizações, em linhas gerais, está dividido da seguinte forma: 53% dos gastos são despendidos na manutenção da infraestrutura (redes, servidores, ambientes operacionais, etc.), 36% são gastos na manutenção das aplicações existentes e apenas 11% são direcionados para o desenvolvimento de novas aplicações (veja figura 1). Em tese, portanto, os benefícios financeiros proporcionados pela adoção de cloud computing abrem espaço no orçamento de TI para se investir em novos projetos, seja atendendo novas demandas do negócio, seja modernizando as aplicações existentes.

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Figura 1 – Gastos com TI – Fonte: Microsoft, 2010.

Quanto à redução de custos para novas iniciativas de negócios, o fato de cloud computing não exigir um grande investimento inicial em infraestrutura computacional diminui a necessidade de capital para viabilizar novos projetos. Isso é especialmente verdadeiro para novas iniciativas baseadas em tecnologia, como o oferecimento de novos serviços via Internet ou a intensificação do relacionamento com clientes através das redes sociais.

Esse aspecto de reduzir o custo e consequentemente o risco de novas iniciativas de negócio abre inúmeras novas possibilidades: certamente, muitas inovações e modelos de negócio que não eram economicamente viáveis há bem pouco tempo atrás podem ser agora colocados em prática graças ao novo modelo computacional em nuvem. Um exemplo recente é o Dropbox e seu modelo de negócios “freemium”, viabilizado pelo fato de o serviço rodar na Amazon. Veja essa interessante comparação do Dropbox com a Carbonite, um concorrente que utiliza um modelo computacional tradicional.

Exemplos como esse nos fazem pensar: será que os  planos para utilizar a nuvem estão considerando novas possibilidades, novas formas de fazer negócios, o incremento das ofertas através de novos serviços, ou simplesmente se está buscando fazer as mesmas coisas do mesmo jeito, apenas de forma mais rápida e mais barata? Em outras palavras, será que as organizações estão planejando a adoção da computação em nuvem como um recurso estratégico, que viabiliza a inovação e a diferenciação, ou essa adoção será apenas um mecanismo para aperfeiçoar e baratear seu modelo operacional?

 

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