O cenário atual da economia do Brasil, de recessão técnica, complica a vida das empresas brasileiras e torna imperativo o uso de novas soluções de TI na busca de maior produtividade.

O nível agregado de investimentos no Brasil caiu a um dos níveis mais baixos dos últimos anos, sinalizando uma desaceleração ímpar da economia. Os números do primeiro semestre do ano, com decréscimo do PIB em dois trimestres consecutivos, caracterizam o que é chamado de “recessão técnica”. Fatores como a falta de credibilidade da política econômica têm influenciado esses resultados. Com menor disposição para investir, o empresário brasileiro tem como opção essencial e primária rever processos produtivos, logísticos e comerciais.  A substituição de máquinas e equipamentos se torna quase proibitiva, além de temerária. A substituição de pessoal visando operar equipes mais produtivas também é proibitiva, em função dos custos, multas e demais penalidades de rescisão de contratos trabalhistas. Como a tecnologia de informação hoje permeia tanto processos produtivos quanto comerciais, após uma análise de sensibilidade, e empresário acaba concluindo que o uso mais eficaz de TI requer relativamente menores investimentos e produz maiores impactos nos resultados da operação. Além de, muitas vezes, oferecer soluções de implantação relativamente rápida, aumentando as capacidades de entrega ou reduzindo custos produtivos essencialmente com os mesmos ativos fixos. Por isso, a despeito de todo cenário negativo de vários indicadores macroeconômicos, dados de consumo e de renda, o setor de TI vai bem, obrigado.

De maneira geral, novas soluções tecnológicas têm sido, nos últimos anos, o alicerce para implantar modelos mais produtivos, que se impõem como necessidade frente à crescente competição e dificuldade de diferenciação das ofertas que leva à redução de margens de lucro. No setor de serviços, em particular, novas soluções de TI permitem fazer mais com menos, e aumentar a escala das vendas sem aumentar os custos de forma equivalente.

Automação_F1

Um exemplo de inovação que reduz custos e viabiliza novos projetos é a migração de sistemas empresariais para o ambiente de computação em nuvem. Ao reduzir a infraestrutura de computação mantida internamente nas empresas – com a consequente diminuição das despesas recorrentes – o novo modelo de pagamento por uso permite que o custo acompanhe a curva de vendas, eliminando custos fixos pesados. Ainda no ambiente de nuvem, uma miríade de novos serviços pode ser implementados para atingir um consumidor que está cada vez mais plugado nos equipamentos mobile e cada vez mais distante dos tradicionais desktops e laptops, como é o caso da tecnologia “push”.

As estratégias de produção e entrega têm sido cada vez mais repensadas, em busca de avanços na produtividade alicerçadas em soluções puramente tecnológicas. Por isso o setor de tecnologia que faz projetos e implementações  dessas ferramentas de aumento de produtividade tem crescido, a despeito da economia estar como está. Prova disso é que cerca de US$ 6 bi dos investimentos de TI que empresas brasileiras estão fazendo neste ano de 2014 estão saindo dos orçamentos de setores de negócios (como marketing e vendas), e não apenas dos departamentos de TI (fonte: IDC).

A inovação tecnológica está criando novas oportunidades para as empresas que estão explorando as novas possibilidades trazidas por essas soluções baseadas em computação em nuvem e mobile.

O fato é que, como sempre, em momentos de crise alguns enxergam a oportunidade de crescer e ocupar o espaço deixado pela parcela da concorrência que se encolhe. Qual é o seu caso?

Como os CIOs podem conversar com seus CEOs sobre a migração de aplicações para a nuvem
Coopetição: a cooperação aliada à competição

Compartilhe

Compartilhe este post com seus amigos