Rodar uma aplicação na Nuvem não requer muita ciência: podemos simplesmente pegar as aplicações que já temos e colocá-las ali em máquinas virtualizadas. Mas se quisermos realmente aproveitar todo o potencial do ambiente de Cloud Computing, precisamos entender os tipos de aplicações que extraem o máximo da Nuvem.

A Nuvem da Amazon (Amazon Web Services – AWS) é um ambiente bastante democrático: qualquer aplicação, independentemente das características e de como foi construída, pode ser colocada ali. Porém, alguns tipos de aplicação que se beneficiam muito mais da Nuvem e da elasticidade de recursos oferecida por ela.

Quais aplicações extraem o máximo da nuvem?

Aplicações que possuem uma demanda variável  são um tipo. Exemplos comuns desta categoria são aplicações com uso intenso em horário comercial (mas pouco usadas fora do período), e-commerce  e aplicações com tarefas atreladas a um calendário fixo (como portais de escolas ou de escritórios de contabilidade). Em períodos de baixa demanda, poucoa s recursos são utilizados. Conforme a demanda cresce, novos recursos são adicionados à infraestrutura. E o melhor: todo o trabalho de análise e alocação de recursos pode ser automatizado por meio de scripts.

Aplicações com crescimento possivelmente exponencial são outra categoria que se beneficia bastante das características da Nuvem. Imagine uma start-up que lança um site com enorme potencial, mas ainda desconhecido. Deve-se montar uma infraestrutura gigantesca que suporte o acesso de milhões de usuários? Além de custar caro, o site pode não ser tão bem sucedido quanto se espera. Por outro lado, se a infraestrutura for modesta e o site fizer muito sucesso, pode-se perder clientes por problemas no acesso. Na Nuvem não é preciso se preocupar com o prévio dimensionamento. Pode começar pequeno e ir-se acrescentando recursos de acordo com a necessidade. Enquanto em uma infraestrutura tradicional demora-se semanas para a compra e preparo de novas máquinas, na nuvem isso pode ser feito em minutos.

Por último, as aplicações com picos de processamento, como aplicações de lote (batch applications). Exemplo: aplicação para processamento de folha de pagamento. A demanda de processamento está fortemente concentrada nos dias anteriores ao fechamento da folha. A forma de resolver isso em uma infraestrutura tradicional é haver máquinas preparadas para executar o processamento naquele período, mesmo que fiquem ociosas a maior parte do tempo. Como na Nuvem os recursos são alocados de acordo com a necessidade – e o melhor: 1 máquina por 24 horas custa o mesmo que 24 máquinas por 1 hora! –  pode-se alocar uma enorme quantidade de recursos para encurtar o tempo de processamento.

Esses três tipos de aplicação se beneficiam enormemente da elasticidade da Nuvem: aplicações que possuem necessidades de processamento que variam no tempo, característica facilmente atendida pela  Nuvem. O simples fato de executá-las em um ambiente que provê essa elasticidade já garante ganhos na forma de economia de recursos. Porém, isto não significa que ganhos mais significativos ainda não possam ser obtidos com o correto ajuste dessas aplicações e de seus ambientes. Mas isto é assunto para outro post

 

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