A transferência de dados na Nuvem pode ser uma das maiores preocupações em um planejamento de migração. Um incorreto dimensionamento da capacidade de banda necessária pode tornar inviável o uso das aplicações na Nuvem, o que coloca em risco a iniciativa de migração. Mas antes de pensar em dimensionamento da capacidade de banda, precisamos entender melhor como funciona a transferência de dados na Nuvem.

Existem 3 padrões de transferência de dados na Nuvem basicamente:

Empresa para Nuvem

Aqui é onde os maiores problemas podem ocorrer. Dependendo do caso, grandes quantidades de dados precisam ser transferidos diariamente da empresa para a Nuvem (mirror de servidores, por exemplo) e a transferência é feita através da internet, muito mais lenta que redes locais ou links dedicados de alta velocidade. Em alguns casos, como a necessidade de colocar um DRP – plano de recuperação de desastre – em ação, o inverso é o que ocorre, com grandes quantidades de dados que precisam ser transferidos da Nuvem para a empresa em pouco tempo. Como essas transferências são as que mais sobrecarregam a conexão da empresa, são elas que devem ser o principal foco de atenção no dimensionamento da capacidade de banda necessária.

Transferência de dados na Nuvem

Usuários para a Nuvem

Geralmente não é um ponto de preocupação, pois as aplicações corporativas tendem a concentrar os dados na Nuvem e transferir para os dispositivos dos usuários somente os dados suficientes para as operações que estejam  sendo executadas em determinado momento. Entretanto, dependendo da quantidade de aplicações rodando na Nuvem e da quantidade de funcionários da empresa, o tráfego downstream pode ser significativo, o que também pode sobrecarregar a conexão internet da empresa caso não haja um planejamento adequado.

Nuvem para Nuvem

As transferências dentro da Nuvem podem ser subdivididas em 2 tipos:  intranuvem (dentro de um mesmo provedor de Cloud Computing) ou internuvem (entre provedores diferentes).

As transferências INTRANUVEM variam enormemente de performance dependendo de fatores como a localização geográfica da origem e destino dos dados e as tecnologias usadas pelo provedor. A Amazon Web Services (AWS), por exemplo, possui links de alta velocidade e baixa latência entre zonas de disponibilidade (AZ) dentro de uma mesma região. Já as transferências de dados entre regiões diferentes são feitas via internet.

As transferências INTERNUVEM são as mais problemáticas de todas pois, além de serem feitas pela internet, envolvem a troca de dados entre provedores diferentes, o que nem sempre é uma tarefa fácil. É provável que a transferência de dados internuvem seja facilitada no futuro, conforme Cloud Computing for ganhando mais espaço e grandes provedores estabeleçam suas posições no mercado. No atual cenário, então, esse recurso deve ser usado com cuidado e parcimônia pelos usuários.

Tanto as transferências intranuvem como as internuvem não dependem da conexão da empresa com a internet, mas sim da capacidade de transmissão e tecnologias usadas pelo provedor. Neste caso, a escolha do provedor de serviços de Cloud Computing é o que deve ser levado em conta ao se planejar a migração.


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