Gestão de TI: navegando por desafios e oportunidades

No cenário dinâmico e desafiador do mundo corporativo atual, uma boa gestão de TI tornou-se vital para o sucesso de qualquer organização. Isso porque, em meio a uma era de crescente transformação digital e avanços tecnológicos, os desafios são cada vez maiores.

Empresas buscam constantemente maneiras de melhorar processos, reforçar boas práticas e aumentar a produtividade para se manterem competitivas no mercado global. Além disso, otimizar a utilização de recursos, garantir a disponibilidade de sistemas e informações, bem como garantir a segurança da informação são aspectos cruciais para o funcionamento de qualquer organização.

Entretanto, as forças macroeconômicas estão constantemente mudando os rumos do mercado, fazendo com que cenários de incerteza se tornem cada vez mais comuns. Isso requer da liderança das organizações uma atenção especial para determinados temas, como por exemplo: como manter e aprimorar suas operações de TI diante da incerteza econômica?

A resposta está na habilidade de equilibrar de forma eficiente a necessidade de uma gestão de TI robusta com a pressão financeira resultante da inflação e da instabilidade econômica.

A gestão de TI pode ser uma catalisadora para superação de obstáculos econômicos e manter a competitividade da empresa. Ao analisar cuidadosamente os métodos para maximizar a eficiência operacional, minimizar custos e adotar tecnologias inovadoras, as organizações podem não apenas sobreviver às incertezas econômicas, mas também prosperar em meio às adversidades. Saiba mais nesse artigo:


Desafios da tomada de decisão na gestão de TI

A tomada de decisão no âmbito da gestão de TI é um processo multifacetado, influenciado por diversos fatores que vão além do simples custo e da disponibilidade de profissionais qualificados. Neste contexto, uma pesquisa publicada no portal Harvard Business Review, revela que inércia e a visão de risco do gestor desempenham papéis cruciais na hora de investir em novas tecnologias.

O processo de tomada de decisão é complexo e passa pela imprevisibilidade intrínseca ao funcionamento do cérebro humano. Em particular, quando se trata de escolhas relacionadas à tecnologia, as diversas dimensões mentais envolvidas tornam esse processo desafiador. Para muitos gestores, decidir por avanços tecnológicos ainda representa um “salto no escuro”.

Surpreendentemente, a pesquisa aponta para a presença de inércia na adoção tecnológica, especialmente em momentos cruciais que demandam a digitalização para manter a agilidade empresarial. Este fenômeno, atribuído a fatores psicológicos, revela que muitas empresas lutam para abandonar o “fator incômodo”, uma barreira comportamental que as impede de reconhecer o valor do investimento em tecnologia, mesmo diante das demandas do mercado.

O estudo da Xero destaca a correlação entre o medo do desconhecido e escolhas empresariais desfavoráveis. A pesquisa revela que, em momentos de incerteza, sete em cada 10 empresas entrevistadas priorizam a sobrevivência de curto prazo em detrimento de investimentos estratégicos, como a transformação digital. Esta mentalidade impede o progresso a longo prazo, perpetuando a resistência à mudança.

A falta de busca por opiniões externas, especialmente as dos membros da equipe, emerge como uma armadilha para a inovação. Equipes coesas, muitas vezes, sucumbem a essa armadilha, uma vez que a ausência de atrito e diferentes perspectivas pode limitar a diversidade de ideias necessária para impulsionar decisões inovadoras.

A resistência em buscar novas opções mais efetivas após a tomada de decisão reflete a preferência pelo conforto da previsibilidade. O receio de arrependimento pode levar gestores a ignorar alternativas mais promissoras, evidenciando a necessidade de apelar para estratégias que envolvam a imaginação e a emoção para superar essas barreiras racionais.

Em suma, compreender os desafios psicológicos na tomada de decisão é essencial para criar estratégias eficazes que promovam a inovação e a adoção bem-sucedida de novas tecnologias na gestão de TI.

Além disso, de acordo com a Forbes, quando CTOs, responsáveis pela área de tecnologia, e os CIOs, líderes de inovação, trabalham de forma conjunta, existe um impacto direto no aumento da eficiência operacional.

Papel estratégico de CIOs e CTOs na organização

O cenário empresarial contemporâneo exige que os líderes saibam lidar com evoluções tecnológicas e a necessidade imperativa de agilidade. Nesse contexto, CIOs e CTOs não apenas ocupam assentos na mesa de tomada de decisões, mas são agora instados a traçar caminhos para o crescimento, expansão e transformação das empresas das quais fazem parte.

Isso significa que o papel dos profissionais de tecnologia, como aponta o artigo da entrepreneur, passaram pode mudanças. Hoje, eles também precisam entender de negócios.

Em um ambiente de desenvolvimento de software, por exemplo, o CIO deve ter uma visão abrangente do fluxo de trabalho, desde a concepção de ideias até a execução. Ao coletar dados sobre a experiência do usuário, o CIO deve liderar a transformação desses dados em insights acionáveis para aprimorar os produtos em futuras iterações.

No âmbito da cibersegurança, CIOs e CTOs desempenham um papel fundamental. Além de auxiliar na elaboração de orçamentos e cronogramas para o desenvolvimento de novos softwares e aplicações, eles têm a responsabilidade de enfrentar os desafios de segurança que permeiam sistemas de pagamento, sites, redes internas e dados confidenciais dos clientes.

À medida que esses desafios crescem e evoluem, esses líderes devem garantir que a empresa possua as capacidades adequadas para lidar com ameaças e gerenciar riscos, aponta o artigo mencionado acima.

O exemplo clássico de liderança em ação ocorre quando CIOs e CTOs orientam a empresa na elaboração de estratégias orçamentárias, cronogramas e na identificação de talentos de desenvolvimento de software. Contudo, sua atuação vai além, envolvendo o enfrentamento proativo dos desafios de segurança cibernética e a gestão eficaz dos riscos associados a esses desafios. Em um cenário onde a segurança dos sistemas e informações sensíveis é crucial, CIOs e CTOs emergem como os guardiões estratégicos da integridade empresarial.

Colaboração e comunicação: a chave para o sucesso na gestão de TI

A dinâmica entre CIOs e CTOs, embora vital para o sucesso empresarial, muitas vezes é permeada por ambiguidades decorrentes da velocidade vertiginosa das mudanças tecnológicas. O desafio é ainda mais acentuado pelo fato de que a transformação digital está redefinindo e convergindo suas funções, exigindo uma abordagem mais colaborativa e alinhada.

De acordo com artigo do portal CIO, a convergência acelerada de tecnologias como Internet das Coisas (IoT), cloud computing e inteligência artificial (IA) está remodelando o mercado, tornando essencial que CIOs e CTOs trabalhem em sintonia para maximizar os benefícios da tecnologia. A compreensão interna destas tecnologias – e das que virão no futuro – é imperativa, não apenas para lançar novas soluções, mas para entender profundamente seus funcionamentos, benefícios e desafios.

Além disso, é crucial desmistificar as funções de CIOs e CTOs para otimizar sua colaboração. Normalmente, os CTOs são engenheiros técnicos, focados na criação de produtos e recursos, os CIOs são engenheiros operacionais, dedicados a fornecer serviços de negócios e impulsionar a produtividade dos funcionários. Ambos têm papéis distintos, mas a colaboração efetiva em torno do objetivo compartilhado de aprimorar a produtividade dos times é a chave para o sucesso conjunto.

Nesse sentido, a comunicação aberta e transparente e a prática de compartilhar conhecimento, emergem como fundamentais para o mútuo entendimento entre CIOs e CTOs.

Ao enfrentar desafios específicos, como a escalabilidade de projetos, a colaboração na resolução de problemas não apenas beneficia ambas as equipes, mas também impulsiona a inovação. Experiências de aprendizado em áreas cruciais, como nuvem e IA, podem ser compartilhadas, potencializando resultados em diversas áreas.

Maximizando o valor estratégico do orçamento na gestão de TI

De acordo com a consultoria Gartner, o orçamento de TI é a alocação total de gastos com tecnologia ao longo de um período de 12 meses e desempenha um papel crucial na condução e sustentação das operações nas organizações.

Uma pesquisa anual da PwC revela que uma parte significativa, entre 35% a 50%, dos gastos totais de tecnologia nas empresas não está sob o controle direto da área de TI. Esta desconexão destaca a importância de compreender as dinâmicas de gastos e o papel central do orçamento na consecução das metas estratégicas. A pesquisa constatou que, em média, 47% dos gastos de TI reportados pelos entrevistados estavam fora do escopo do orçamento do CIO.

Mesmo quando o CIO é responsável pelo orçamento de tecnologia, a aprovação desse orçamento não recai exclusivamente sobre ele. A complexidade da governança de gastos, muitas vezes descentralizados ou vinculados a iniciativas de TI autônomas, ressalta a necessidade de uma abordagem colaborativa e transparente na elaboração do orçamento.

As despesas associadas à construção e manutenção de sistemas e redes corporativas são categorizadas como despesas de infraestrutura de TI. Desde hardware, como dispositivos móveis, laptops e equipamentos de rede, até software essencial para operações diárias, como CRM e softwares de segurança, a abrangência dessas despesas destaca a diversidade e complexidade envolvidas na gestão eficaz do orçamento de TI.

Sem um orçamento sólido, o processo de justificar cada gasto de TI pode resultar em sobrecarga e desafios desnecessários. Em vez de uma simples lista de desejos, o orçamento deve ser encarado como uma ferramenta estratégica para priorizar iniciativas de TI e assegurar que os investimentos estejam alinhados às prioridades estratégicas da empresa. Identificar áreas de gastos excessivos e direcionar recursos para iniciativas estratégicas são benefícios fundamentais derivados de uma gestão eficaz do orçamento.

O orçamento é mais do que uma simples alocação de recursos; é a espinha dorsal que sustenta as estratégias e métricas definidas para o período. Nesse sentido, é crucial uma definição precisa, pois o orçamento molda a capacidade da organização em alcançar seus objetivos. Compreender profundamente como esses investimentos contribuem para as metas estratégicas é essencial para maximizar o valor e a eficácia do orçamento de TI na era da transformação digital.

Como otimizar custos?

A busca por otimização, corte ou transformação nas iniciativas de TI requer uma abordagem cuidadosa e estratégica, ancorada em perguntas fundamentais e diretrizes claras. Além disso, o roadmap proposto pela Gartner oferece uma estrutura robusta para guiar as organizações em sua jornada de eficiência e inovação.

Esse roadmap é composto por cinco fases:

1 – Entenda o seu contexto, quais são os gastos atuais com TI e qual é a maturidade da organização;

2 – Identifique oportunidades de otimização e áreas desenvolva estratégias

3 – Implementação: parta para quick wins e foque na adesão da organização

4 – Institutionalize: obtenha benefícios e revise as métricas para impulsionar as restrições de gastos

5 – Monitore, dimensione e revise a alocação de recursos para implementar a melhoria do processo

Além disso, como sexto ponto podemos adicionar também a opção de procurar por um parceiro de tecnologia, como a Opus Software, para executar projetos estratégicos com agilidade e previsibilidade! Vamos conversar?

projetos ágeis

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Newsletter

Insights de tecnologia para você!

Não compartilharemos seu e-mail com terceiros e também prometemos não enviar spams. Ao informar seu e-mail, você concorda com nossa Política de Privacidade.

Conteúdos relacionados

Veja nesse artigo sobre inteligência artificial para negócios como adorar a IA de forma eficácia com o seu time.
Confira nesse artigo como é possível alcançar a Hiperprodutividade no desenvolvimento de software com o uso da IA.
Veja nesse artigo de Edison Kalaf, sócio diretor da Opus Software, como a TI não é apenas operacional, mas um agente ...