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Entenda o papel da tecnologia na construção das Smart Cities

As Smart Cities ou Cidades Inteligentes, são espaços urbanos caracterizados pela utilização generalizada de Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC’s) em suas construções. Basicamente, uma Smart City possui o intuito central de melhorar a eficiência político-econômica de uma região e aumentar a qualidade de vida de seus cidadãos, através de suas tecnologias.  

Segundo dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 55% da população mundial vive em áreas urbanas atualmente. A expectativa do órgão é que o número cresça exponencialmente até 2050, chegando à uma ocupação de quase 70%. Por isso, ações voltadas à automação e à implementação de tecnologia na construção desse tipo de cidade, têm se tornado tão importante e prioritário nas mesas de debate público-privadas. 

De acordo com um estudo da Grand View Research, o mercado global de cidades inteligentes deve movimentar quase 7 bilhões de dólares até 2030, registrando um CAGR (Compound Annual Growth Rate ou Taxa de crescimento anual composta) de 24,2% durante o período de previsão. Ainda segundo a pesquisa, esse investimento também será motivado pela preocupação com a sustentabilidade dos países e a necessidade de gerenciar melhor os recursos naturais. Mas, afinal, qual o papel das empresas de tecnologia nesse contexto? É possível utilizar a conectividade para evoluir os diversos âmbitos da sociedade? Confira mais no post abaixo!  

O que é uma Smart City?

O conceito de Smart City surgiu entre os anos de 1990 e 2000, com o objetivo de definir as mudanças que a tecnologia trouxe para a sociedade. As Cidades Inteligentes são focadas no uso de tecnologias emergentes para tornar as cidades mais habitáveis, oferecendo melhores serviços para os habitantes.  

Por definição da União Europeia, além de melhorar o uso de recursos digitais, as Smart Cities podem auxiliar no desenvolvimento de diversas áreas da sociedade. Afinal, elas possuem redes de transporte urbano mais inteligentes, instalações atualizadas de abastecimento de água e formas mais eficientes de energia ecológica. Além disso, as Cidades Inteligentes possuem uma administração municipal mais interativa e responsiva, espaços públicos mais seguros, atendendo às necessidades de uma população em envelhecimento.  

Segundo o Ranking Cities in Motion do IESE Business School – universidade que é referência mundial na área de negócios – para uma cidade ser considerada “smart” ela precisa ser avaliada a partir de nove âmbitos: 

o que é smart city

1. Capital Humano 

Nessa dimensão é analisada a capacidade que a cidade tem de atrair e fomentar novos talentos, a criatividade e a pesquisa. Dentre os indicadores analisados estão: museus, galerias, teatros, escolas, universidades, escolas de ensino superior e recreação estudantil. 

 2. Coesão Social 

Essa dimensão diz respeito ao nível de convivência entre grupos de pessoas com diferentes rendimentos, culturas, idades e profissões que vivem na cidade. Dessa forma, os indicadores analisados são a mortalidade, saúde, desemprego, paridade de gênero etc. 

 3. Economia 

Nesse ponto, as cidades são analisadas pelo seu desenvolvimento econômico, logo, são necessários alguns indicadores sobre o poder de compra e o salário-mínimo da população; estimativa do tempo necessário para abrir um negócio naquela região; entre outros fatores. 

4. Governança 

A análise feita nesse âmbito refere-se à participação pública no desenvolvimento de uma cidade, logo, são avaliados os movimentos sociais democráticos que ocorrem na região da cidade. 

5. Meio Ambiente 

No aspecto ambiental, a cidade é avaliada pelo seu nível de sustentabilidade, pelos seus planos antipoluição e pelo apoio as políticas que ajudam a combater os efeitos das alterações climáticas. 

6. Mobilidade ou Transporte 

Um dos principais pontos das smart cities, é a mobilidade. Nessa categoria, são analisadas o número de bicicletas compartilhadas; a infraestrutura rodoviária; a frota de veículos do transporte público e aéreo; e como eles afetam a qualidade de vida dos habitantes dessa região. 

7. Planejamento Urbano 

No planejamento urbano, as cidades são analisadas pelas estratégias urbanas que facilitam a qualidade de vida da população. Sendo assim, elas são analisadas pelas suas construções; pelo número de pessoas desabrigadas; pela porcentagem de casas com saneamento básico adequado; e etc. 

8. Projeção Internacional 

No quesito de “projeção internacional”, as cidades são analisadas pelo seu impacto global e pelos seus planos estratégicos de turismo. Atualmente, Londres ocupada a primeira posição dentro dessa categoria no Ranking. 

9. Tecnologia 

Por fim, a dimensão tecnológica baseia-se no desenvolvimento tecnológico de uma cidade, ou seja, a cidade tem internet? Os moradores possuem telefonia móvel? Quantas pessoas conseguem comprar um celular? A cidade já utiliza o 5G?  

Após a avaliação nesses nove âmbitos, as cidades são classificadas como potenciais Smart Cities ou não. No ranking de 2020, as cinco primeiras colocadas foram, respectivamente: Londres, Nova York, Paris, Tokyo e Reiquiavique, na Islândia. Já a cidade brasileira mais bem colocada foi São Paulo, ocupando a 123ª posição – com destaque na categoria Projeção Internacional. 

Quais são os principais pilares de uma Cidade Inteligente?

As Smart Cities catalisam a transformação digital dos ecossistemas urbanos para produzir resultados ambientais, financeiros e sociais sistêmicos positivos. Para isso, a estrutura de uma Cidade Inteligente é baseada geralmente em três pilares: conectividade, dados e envolvimento governamental. Apesar de não serem obrigatórios, a tríade auxilia no desenvolvimento do cotidiano local e na implantação da Smart City.  

  • Envolvimento Governamental 

Para que uma Cidade se torne “inteligente”, o setor público deve participar ativamente e diretamente dos projetos propostos, ou seja, eles devem propor ações que mostrem transparência na divulgação de dados entre os serviços e desenvolver novos projetos que facilitem o desenvolvimento, se comprometendo sempre com alternativas sustentáveis.    

  • Conectividade 

A conectividade é importante, porque as cidades precisam de dispositivos que se relacionem entre si, para facilitar a vida da população. Por exemplo, os metrôs precisam obedecer ao sistema de controle da cidade, para otimizar a mobilidade populacional, aumentando a rotatividade de veículos durante os períodos de pico.  

  • Dados 

Sendo um fator importante para a construção de uma Smart City, os dados trabalham em conjunto com a conectividade das cidades. Basicamente, eles são todas as informações geradas pelas redes de conexão que gerenciam a cidade. Através dos dados, é possível identificar os comportamentos considerados suspeitos que ocorrem na região, como, por exemplo, assaltos, fraudes e fugas; gerando uma rede de cibersegurança. 

 

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Descubra as principais Smart Cities do Brasil!

A primeira Smart City do Brasil está localizada em São Gonçalo do Amarante no Ceará. Sendo construída do zero, a “Smart City Laguna” possui 330 hectares e é conectada diretamente à rodovia federal BR-22, que cruza os estados do Ceará, Piauí e Maranhão.  

No Brasil há outras cidades inteligentes, a mais conhecida é Curitiba, capital do Paraná. Sendo destaque no Ranking do Cities in Motion (citado anteriormente), a cidade é considerada uma referência no uso de energia alternativa na frota de transporte público. Além dela, São Paulo; Rio de Janeiro; Brasília; Belo Horizonte e Salvador; também são identificadas como Smart Cities.  

De acordo com dados do Distrito Smart Cities Report, existem 166 startups dedicadas ao financiamento das cidades inteligentes no Brasil. O levantamento aponta também que aproximadamente US$ 50 milhões foram investidos nessas startups que apresentam soluções para as Smart Cities, em 2020. 

O relatório também destaca algumas tendências tecnológicas para o futuro. Segundo o Distrito, a chegada do 5G irá viabilizar o funcionamento das Smarts Cities através das conexões. Além disso, novas tecnologias poderão ajudar no cultivo das áreas verdes, afinal, a sustentabilidade e a tecnologia andam juntas quando o assunto é Smart City; e minimizar os impactos ambientais é uma das principais premissas das Cidades Inteligentes. 

Qual o papel da tecnologia na construção de uma Smart City?

A infraestrutura de uma Cidade Inteligente depende obrigatoriamente de um sistema eficiente de rede IoT, também conhecida como Internet das Coisas. A interconexão digital entre objetos, é uma das peças-chave na gestão pública das Smart Cities e a redução dos custos dos dispositivos de conexão e redes de dados (4G/5G), está acelerando a transformação digital nos centros urbanos.  

Segundo um relatório da empresa de consultoria e pesquisa tecnológica Technavio, “a queda nos preços de hardware, instalação e tarifas das operadoras de rede levou, consequentemente, a uma crescente demanda por casas inteligentes, carros conectados e a chamada agricultura de precisão; conhecida como o uso de tecnologia avançada para avaliar e acompanhar, de maneira mais precisa, a atividade agrícola, baseando-se na variabilidade do solo e do clima”.  

Sendo assim, a adesão ao conceito de Smart Cities pode ser atribuída ao crescente desenvolvimento industrial das cidades; a comercialização e a conscientização sobre o uso de energias limpas.  A cidade de Copenhague na Dinamarca, por exemplo, é considerada referência mundial no quesito de Smart City que promove a sustentabilidade. Até 2025, os governantes de Copenhague se comprometeram a reduzir os níveis da emissão de carbono na cidade, utilizando medidores de qualidade de ar integrados a postes de iluminação e energia solar para iluminar espaços públicos. 

 Em Yinchuan na China, muitas tecnologias também estão sendo utilizadas para melhorar a qualidade de vida da população local. Com 2,5 milhões de habitantes, Yinchuan foi coberta totalmente por redes de fibra óptica e LTE, para aumentar a conectividade da cidade, e com o uso de tecnologias de computação em nuvem, IoT, inteligência artificial e big data; o local reduziu problemas relativos à mobilidade urbana, segurança pública, meio ambiente, saúde e cidadania.  

Vale ressaltar, que as Cidades Inteligentes podem utilizar sensores de IoT para detecção ambiental, monitoramento de tráfego, vigilância por vídeo, regulação da rede elétrica e de saneamento básico. Entretanto, é de suma importância a utilização do Machine Learning nos sistemas das Smart Cities, como uma forma de proteção contra os ataques de malware e ransomware, que podem vir a ocorrer por conta da vulnerabilidade do ecossistema IoT.  

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Quais são as projeções para o futuro inteligente?

A principal previsão é de que o investimento global em Cidades Inteligentes chegue à 203 bilhões até 2024, segundo artigo do portal “Connected Smart Cities”. De acordo com uma publicação do veículo ISTOÉ, esse investimento está previsto porque atualmente 55% da população mundial se concentra em áreas urbanas, logo, é relevante pensar na melhoria de vida da população que vive nos grandes centros.  

A Coreia do Sul, por exemplo, planeja injetar até 2024, quase 5 bilhões de dólares na construção da primeira cidade inteligente do país: a Busan Eco Delta City (EDC). Divulgado em março desse ano pela revista digital Exame, todas as instalações de infraestrutura da cidade, serão mantidas e gerenciadas com base em um enorme volume de dados coletados por meio de sensores de IoT. Para construir a Smart City do zero, 54 famílias diferentes consentiram oferecer todos os seus dados, desde frequência cardíaca até volume de lixo produzido. A previsão é de que essas pessoas habitem essa cidade pelos próximos três anos, em uma espécie de projeto experimental.  

De acordo com o IDC, as cidades do Oceano Pacífico ocidental estarão focadas em promover inovações digitais em 2022, para estimular as atividades socioeconômicas dos países. Com as mudanças no modo de vida, aprendizado e trabalho; os governos estão se preocupando ainda mais com a segurança e privacidade da população.  

O MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações), desde 2019, desenvolve o Programa Brasileiro para Cidades Inteligentes Sustentáveis. De acordo com o órgão, a iniciativa tem o objetivo de estabelecer diretrizes, indicadores padronizados e eixos de atuação segura, para uma Política Nacional de desenvolvimento das Smart Cities.  

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