Como não falhar numa jornada de transformação digital

Mudanças são muito necessárias para que as organizações se mantenham competitivas no mercado. A transformação digital é uma dessas mudanças: processos são automatizados e novas tecnologias, desenvolvidas. Porém, além das tecnologias, os agentes humanos também necessitam se transformar. Uma jornada de transformação digital nada mais é do que o processo que uma organização passa até chegar na maturidade digital ou o processo para alcançar um objetivo específico por meio da transformação digital.

Segundo o sócio diretor da Opus Software, Walter Ruiz, para a TI Inside, “a tecnologia avança de maneira vertiginosa e, em muitos casos, alguns profissionais sentem-se obsoletos por não conseguirem acompanhar essa evolução”. Tal jornada de transformação não é um processo linear, muitas vezes é cíclico, já que existem fatores externos que colaboram para que sejam necessários momentos de mudança.

Um exemplo acompanhado nos últimos anos são as locadoras de vídeo que foram substituídas por serviços de streaming. A Netflix iniciou como locadora de filmes online e se transformou, se adaptando às mudanças, hoje sendo o serviço de streaming mais assinado no Brasil, seguido pela Amazon Prime Video. Muitos já anunciaram a morte do cinema, primeiro com a criação da televisão e, agora, com os streamings, isso porque, mesmo sendo uma mídia consolidada, necessita se atualizar e seguir sua própria jornada de transformação digital para se manter viva.

O setor bancário e as instituições financeiras são indústrias fortemente regulamentadas e isso não impediu os bancos de digitalizar suas operações, permitindo que os clientes realizem transações em qualquer lugar e a qualquer momento. Além disso, estão começando a usar inteligência artificial (IA) para tarefas como atendimento ao cliente e processos de aprovação de empréstimos. A inteligência artificial é uma das principais aliadas das jornadas de transformação digital, já que ela consegue usar dados para realizar previsões e roteiros.

Cada jornada de transformação digital é única e está dividida em diferentes momentos. Apesar de ser muito necessária, sua empresa pode ter dificuldades em realizá-la e até em alcançar um bom nível de maturidade digital, afinal, é uma jornada repleta de desafios. Por isso, você pode – e deve – contar com parceiros, que te apoiarão em momentos chave dessas mudanças, o que pode ser um  divisor de águas para a evolução digital da sua organização.

Continue a leitura e descubra quais pontos podem fazer sua jornada de transformação digital falhar e como você pode evitá-los e chegar mais perto da evolução para maturidade digital.

 

Por que uma transformação digital falha?

Muitos processos de transformação digital falham, porém ela continua no topo das agendas corporativas. Como disse Walter Ruiz à TI Inside, “a transformação digital tem como base três pilares fundamentais: pessoas, processos e tecnologia. Para que todos se complementem, é necessário que existam novas maneiras de pensar, aprender e aplicar suas experiências, afinal, a evolução não acontece sem melhorias multidisciplinares”. Ou seja, para que uma transformação digital seja um sucesso, é preciso tratá-la como uma jornada multifacetada e não algo individual.

Quando as empresas começam suas transformações digitais, ao estabelecer seus objetivos, a maioria delas tende a ser otimista demais em relação ao resultado que quer alcançar, sem levar em consideração a curva de aprendizado com diferentes estágios. A transformação digital não é uma corrida, mas sim uma maratona.

Outro aspecto que pode ser motivo de fracasso é a má execução e a falta de governança. Incluir times de governança de TI e governança de dados é essencial para que sua jornada de transformação digital aconteça de forma satisfatória.

Um terceiro aspecto é relacionado à liderança dessa transição entre o tradicional e o digital: as equipes necessitam se manter motivadas e em constante aprendizado para que as mudanças trazidas pela transformação digital não sejam desconfortáveis. A formação para todos os colaboradores da organização – e não apenas para equipes de tecnologia – é uma parte importante para que a transformação não falhe.

De acordo com a pesquisa anual da Bain & Company de 2021, as empresas costumam priorizar a velocidade de implementação das transformações digitais, mas sem priorizar o dimensionamento e a visão a longo prazo dos benefícios que a inovação pode trazer.

Muitas vezes uma organização perde o ímpeto da implementação tecnológica e a jornada de transformação digital, como um todo, falha, mesmo antes de ter começado integralmente.

>> Leitura recomendada: Descubra por que adotar frameworks ágeis não é a mesma coisa que ter business agility

 

Existe um modelo de maturidade digital?

O digital é um divisor de águas e várias estratégias de mercado estão impulsionando as necessidades de se tornar digital.

O Modelo de Maturidade Digital, criado pela consultoria Deloitte, é uma ferramenta eficaz para fornecer as diretrizes de um caminho tangível ao longo da jornada de transformação.

Existem vários outros modelos de maturidade digital, mas com escopos, pontos de vista e métricas variadas para medir o sucesso. O Modelo de Maturidade Digital da Deloitte avalia a capacidade digital em 5 dimensões de negócios claramente definidas para criar uma visão holística da maturidade digital em toda a organização:

  1. Cliente – Fornecer uma experiência em que os clientes veem a organização como seu parceiro digital, usando seus canais de interação preferidos para controlar seu futuro conectado on e off-line;

  2. Estratégia – Como o negócio se transforma ou opera para aumentar sua vantagem competitiva por meio de iniciativas digitais? Essa transformação está incorporada na estratégia geral de negócios?

  3. Tecnologia – As tecnologias incorporadas na organização precisam sustentar o sucesso da estratégia digital, ajudando a criar, processar, armazenar, proteger e trocar dados para atender às necessidades dos clientes com baixo custo e baixas despesas gerais;

  4. Operações – Execução e evolução de processos e tarefas, utilizando tecnologias digitais para conduzir a gestão estratégica e melhorar a eficiência e eficácia dos negócios;

  5. Organização e Cultura – Definir e desenvolver uma cultura organizacional com governança e processos de talento para apoiar o progresso ao longo da curva de maturidade digital e a flexibilidade para atingir os objetivos de crescimento e inovação.

Essas 5 dimensões principais são divididas em 28 subdimensões, que por sua vez se dividem em 179 critérios individuais nos quais a maturidade digital é avaliada.

A transformação digital é uma jornada que envolve um complexo ecossistema de capacidades e o modelo não substitui uma estrutura abrangente de transformação, mas serve como um guia e uma ferramenta a ser consultada ao longo do processo.

O conteúdo do Modelo de Maturidade Digital é constante, mas o nível em que uma organização precisa estar madura em cada área depende de sua própria estratégia de negócios e modelo operacional. Depois de identificar seu nível de maturidade e as lacunas existentes, você pode procurar por parceiros, como a Opus, que o ajude a se adaptar, de acordo com seus objetivos.

 

As etapas da jornada de transformação digital

Citando Nathan Furr, professor do Instituto Europeu de Administração de Empresas (INSEAD), “todos que fizeram parte da transformação digital a descrevem como uma jornada. A transformação digital leva tempo e é uma série de etapas evolutivas e, ocasionalmente, disruptivas”.

Segundo a Forbes, há quatro etapas de transformação digital; unindo-as às três etapas apresentadas pela Harvard Business Review, podemos ter uma visão mais ampla do caminho a ser percorrido na jornada de transformação digital de uma organização.

1. Decisões sobre o futuro digital

Nesta etapa, as empresas devem definir o que desejam alcançar com a transformação digital: definir metas e objetivos e desenvolver um roteiro claro de como chegar lá. Também é importante criar adesão de todos os níveis da organização, desde o C-suite até os funcionários operacionais.

2. Repensar o modelo de negócios

A segunda etapa da transformação digital é repensar o modelo de negócios, observando como a tecnologia pode ser usada para criar novos fluxos de receita, alcançar novos mercados e melhorar a experiência do cliente.

É importante considerar como os novos modelos de negócios podem impactar os existentes – por exemplo, uma empresa que vende produtos online pode precisar repensar suas lojas físicas. As mudanças no modelo de negócios, quando são bem-sucedidas, muitas vezes abrem novas oportunidades de criação de valor, alcançando novos clientes ou encontrando novas formas eficientes de administrar as operações.

3. Implementação de Nova Tecnologia

Depois que uma empresa sabe o que deseja alcançar com a transformação digital e tem um plano de como chegar lá, é hora de começar a implementar a nova tecnologia. Isso geralmente requer um grande investimento, tanto em termos de dinheiro quanto de recursos. Mas é importante lembrar que a tecnologia é apenas parte da equação – a transformação digital também requer mudanças nos processos e nas pessoas.

Assim como os alicerces de uma casa, essa etapa torna a organização digitalmente mais forte e mais inteligente. Um exemplo seria uma empresa que implementa inteligência artificial (IA) em suas campanhas de marketing. A IA pode ser usada para coletar dados do cliente, que seriam analisados para determinar quais mensagens de marketing são mais eficazes. Mas, para que isso funcione, a empresa também precisaria mudar seus processos de marketing e capacitar sua equipe com as habilidades necessárias para usar a IA de forma eficaz.

4. Indicadores de desempenho e medidas de sucesso

O estágio final da transformação digital é medir o sucesso, ou seja, rastrear os principais indicadores de desempenho (KPIs) e determinar se a iniciativa foi ou não bem-sucedida em atingir seus objetivos. Também é importante continuar evoluindo à medida que a tecnologia muda para que você possa ficar à frente da concorrência.

A inovação contínua e sem pular etapas é a chave para o sucesso no mundo em constante mudança da tecnologia digital. Ao seguir esses quatro estágios, as empresas podem se preparar para o sucesso ao embarcar em sua jornada de transformação digital.

 

4 pilares de uma jornada da transformação digital de sucesso

Com base em uma pesquisa coletiva sobre empresas em transformação digital, a Harvard Business Review criou uma estrutura simplificada para eliminar a confusão e as demandas conflitantes.

A estrutura descreve os quatro pilares da transformação digital que vemos hoje: elevação da TI, operações de digitalização, marketing digital e negócios digitais.

1. Modernização da Tecnologia da Informação

Esta é uma oportunidade de usar o orçamento alocado para “iniciativas digitais” para modernizar as plataformas de TI e comunicações dentro de sua empresa. Uma modernização de TI fornecerá acesso a ferramentas atualizadas que oferecem maior eficiência ao funcionário, custos de manutenção de TI mais baixos e maior satisfação do funcionário e do cliente.

Normalmente, o CIO ou CTO deve liderar esse pilar da transformação digital e os KPIs para indicar o sucesso são o acesso a novas ferramentas, custos de manutenção reduzidos, maior satisfação dos funcionários e melhor desempenho dos negócios.

Em apoio a isso, uma pesquisa recente da IDC indica que as organizações que iniciaram uma migração de ERP para nuvem como parte de uma iniciativa de transformação digital antes da pandemia do COVID-19 se saíram muito melhor do que as organizações que não o fizeram.

2. Digitalização das operações

Um segundo pilar crítico da transformação digital, frequentemente abordado no início da jornada de transformação digital, é usar o digital para:

  • otimizar,
  • simplificar e
  • racionalizar os processos existentes.

Uma empresa pode começar sua jornada de transformação digital digitalizando processos e, à medida que amadurece, reprojetar totalmente os processos. À medida que uma empresa reprojeta seus processos, ela também começa a liberar mais possibilidades de transformação. Com isso, vemos que a mudança é uma característica comum, para empresas que querem amadurecer digitalmente.

3. Marketing digital

O pilar do marketing digital se diferencia dos demais pelo foco em ferramentas digitais para interagir e vender para os clientes. Não à toa, requer recursos diversos, como investir na captura de bons dados, ferramentas digitais, incluindo inteligência artificial, para entender os clientes e presença omnichannel.

Vários varejistas globais estão usando canais digitais, IA e análises preditivas para acessar clientes potenciais, configurar mercados digitais, campanhas virais e campanhas de segmentação geográfica. Da mesma forma, as empresas estão usando inteligência artificial para identificar e agir sobre comportamentos do cliente.

4. Novos empreendimentos

O digital abre novas oportunidades para empresas estabelecidas. Aproveitar essas oportunidades requer o desenvolvimento da inovação e dos recursos digitais para testar e direcionar para novas fontes de crescimento. O digital pode oferecer a oportunidade de criar novos modelos de negócios, novos produtos e serviços ou até mesmo colaborar com um grande ecossistema para criar novas fontes de crescimento.

Não há uma ordem estabelecida para seguir tais pilares, mas todos eles são essenciais para a transformação digital. A chave para o sucesso é ter clareza de que a transformação digital não é uma coisa, mas sim um conjunto e passar por essa jornada não é fácil; requer uma mudança fundamental na forma como as empresas operam em todos os níveis.

A transformação digital bem-sucedida requer planejamento e execução cuidadosos, não existe uma solução única para todos.

Por exemplo, uma seguradora especializada em automóveis identificou uma demora considerável na entrega do kit segurado para os clientes que compravam um veículo, porque os eles precisavam cotar os seguros de forma independente da concessionária. A seguradora nos procurou para desenvolver uma solução que melhorasse a experiência do cliente, permitindo que a cotação e a emissão das apólices de seguro pudessem ser feitas nas próprias concessionárias parceiras.

Nós construímos um produto que se comunicava em tempo real com a seguradora e com os órgãos regulamentadores do segmento, para que o kit segurado pudesse ser entregue com agilidade. O processo de aceleração digital ocorreu por meio da modernização do canal de venda.

Após a implementação da solução desenvolvida pela Opus, a seguradora aumentou de forma expressiva a sua rentabilidade, além de acelerar a transformação digital e dar mais agilidade à empresa. Venha conversar com a gente, podemos te auxiliar a superar os desafios da mudança e fazer acontecer a transformação digital na sua organização.


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