inovação disruptiva

Inovação disruptiva: oportunidade de crescimento e novos negócios

Inovação disruptiva acontece quando se cria um novo produto ou solução, que consegue quebrar um paradigma já estabelecido no mercado, gerando novos modelos de negócio e hábitos de consumo, principalmente pensando do ponto de vista da ampliação da acessibilidade e custo-benefício.

Esse conceito foi cunhando em 1995 por Clayton Christensen, professor de administração na Harvard Business School, reconhecido por seus estudos na área de inovação dentro de grandes empresas. Em 1997, ele publicou o livro “O Dilema da Inovação”, no qual amadurece essa ideia.

Na época, Christensen observava que muitas empresas focavam em apenas continuar fazendo as mesmas coisas que eram feitas há décadas, de forma que elas não conseguiam enxergar a chegada de empresas menores, mais rápidas e inovadoras, que conseguiam ganhar mercado rapidamente, por meio da inovação disruptiva.

Atualmente, ainda estamos absorvendo os impactos da pandemia de Covid-19, assim como os efeitos da aceleração da necessidade por investimentos em tecnologia, transformação digital e inovação. De acordo com o estudo “Covid-19 e o futuro dos negócios”, feito pelo IBM (Institute for Business Value), esses investimentos devem continuar a ser prioridade, pelo menos até 2022 para 51% dos entrevistados.

Entretanto, a necessidade por transformação e inovação identificada durante a pandemia por grande parte das empresas, não está, necessariamente, alinhada ao conceito da inovação disruptiva ou ainda com a real alocação de recursos para tal. Uma pesquisa realizada pela McKinsey mostrou que, apesar da importância que a maioria dos executivos dá para a inovação, menos de 25% deles afirmaram estar envolvidos em criar metas de inovação e disponibilização de orçamentos para as ações. O que aponta para a necessidade de mudança de mindset e abordagem de gestão da liderança em relação ao tema.

Então, como criar ambientes dentro das empresas que sejam propícios para a inovação? Qual o melhor método? E a inovação disruptiva, pode fazer parte da realidade das empresas?

Para saber essas e outras respostas sobre o assunto, é só continuar acompanhando esse artigo!

Inovação Disruptiva: o que é e como funciona?

De acordo com o professor Christensen, a inovação disruptiva acontece quando um produto que é anteriormente caro, complicado e inacessível, se torna mais acessível, com melhor custo-benefício e disponível para um público maior. Ele utiliza como exemplo, o desenvolvimento do computador ao longo dos anos.

No início, os computadores eram um mainframe, que custava milhões de dólares. Hoje, com os smartphones, os computadores cabem na palma da nossa mão, possuindo inúmeras funcionalidades e custando bem menos.

No vídeo abaixo, Christensen aprofunda um pouco mais de sua teoria por meio de um diagrama e explica como as empresas podem se comportar diante do dilema de explorar um novo público, com um produto disruptivo vs. melhorar algo que já existe, para o público que você já conhece. O conteúdo está em inglês, mas você pode ativar as legendas automáticas do Youtube.

Pilares da inovação disruptiva

Os 3 pilares da inovação disruptiva são: simplicidade, conveniência e acessibilidade.

Simplicidade

Como o próprio Christensen explica no vídeo, a simplicidade é um item essencial da inovação disruptiva, ainda mais quando pensamos nesse processo de evolução de produtos e como a simplicidade facilita a acessibilidade, por exemplo.

Acessibilidade

Talvez esse seja o principal ponto da inovação disruptiva, justamente porque tornar algo mais acessível, capaz de se adquirido pelas pessoas com mais facilidade é algo que chama muito a atenção. Aquilo que é restrito a um pequeno grupo possui baixa capacidade de transformação.

Conveniência

Esse tipo de inovação também está relacionado a capacidade de solucionar problemas reais, com impacto social e resultados que promovem bem-estar e comodidade.

Por isso, nem todo tipo de inovação pode ser considerado disruptivo. Além de se encaixar nos itens acima, ela precisa mudar um mercado, tornando o modus operandi anterior obsoleto.

Inovação disruptiva em cenários de alta complexidade

Por conta da pandemia, habilidades e competências como gerencialmente de crise, gestão de fluxo e caixa, agilidade, resiliência, inovação e propósito, se tornaram mais críticas para o negócio. Um estudo da Snow Software mostrou que a grande maioria (93%) dos tomadores de decisão de TI perceberam que o ritmo da transformação digital aumentou drasticamente na organização no último ano (2021). De acordo com a pesquisa, esses líderes de TI precisam de novos processos para gerenciar os times.

Olhando para habilidades em desenvolvimento, 48% dos líderes de TI afirmaram que precisaram aprender coisas novas ou novas tecnologias. 42% focaram no aprendizado de novas habilidades de liderança e gerenciamento; enquanto 29% tiveram que descobrir sozinhos com as mudanças.

Isso fez com que alguns métodos, como por exemplo, o funil de inovação, já não façam mais sentido atualmente. Esse artigo da Forbes chama a atenção para o fato de que esse processo de coleta de ideias — que são peneiradas, depois testadas e aí sim colocadas em prática — não é capaz de trazer a inovação que as organizações precisam hoje.

Isso porque, um funil de inovação não consegue acompanhar as mudanças do mundo, que acontecem com cada vez mais agilidade. No tempo em que que você analisou 500 ideias, filtrou as 100 mais interessantes, projetou 50 delas, testou 20 e executou 5; o seu concorrente já escalou o próximo negócio.

Isso nos ajuda a entender por que algumas empresas estão tão insatisfeitas com seu nível de inovação, mesmo que essa tenha sido uma prioridade há anos. Sendo assim, o artigo aponta algumas atividades que podem otimizar a inovação nas empresas:

  • Defina objetivos específicos em vez de abrir um funil;
  • Construa um portfólio ao invés de coletar ideias aleatórias;
  • Não foque na quantidade, peça por inputs reais e não ideias;
  • Falhe rápido e concerte rápido.

Cada um desses itens acima requer uma série de atividades e métodos para que a execução traga bons resultados. Porém, eles são bons princípios básicos que vão te ajudar a começar por um novo caminho, capaz de criar valor para o negócio.

Além disso, é importante ressaltar que esses processos também podem ser aplicados para tornar a inovação disruptiva um objetivo da organização, viabilizado por esse direcionamento mais assertivo.

Como inovar nas empresas?

Como comentamos no tópico anterior, os processos que tornam a inovação disruptiva possível dentro das organizações são de extrema importância. Até porque, a falta dessa estrutura pode fazer com que os projetos fiquem apenas no papel, ou pior, na cabeça dos colaboradores.

Pensando nisso, a consultoria McKinsey formulou uma lista com 8 perguntas essenciais para inovação. São eles:

1) Inspirar: você considera crítico o crescimento liderado pela inovação e tem metas em que refletem isso?

2) Escolher: você investe em um portfólio de inovação que equilibra tempo e risco com recursos suficientes para vencer? 

3) Descobrir: você possui insights de negócio, mercado e tecnologia que se traduzem em propostas de entrega de valor?

4) Evoluir: você cria novos modelos de negócio que te dão escalabilidade e recursos de defesa? 

5) Acelerar: você supera a concorrência desenvolvendo e lançando inovações de forma ágil e efetiva?

6) Escalar: você lança inovações na escala correta e nos mercados e segmentos relevantes?

7) Ampliar: você ganha criando e capitalizando em redes externas?

8) Mobilizar: o seu time está motivado, recompensado e organizado para inovar com constância?

Alguns anos depois, a consultoria revisitou essa lista e conseguiu comprovar que esses itens são, de fato, essenciais e críticos para as organizações que querem sobreviver, se tornando mais competitivas e disruptivas.

De acordo com a pesquisa, as descobertas são consistentes com a experiência de que os melhores inovadores se beneficiam de atividades e práticas interdependentes. Até mesmo porque, a habilidade de desenvolver, entregar e escalar novos produtos, serviços, processos e modelos de negócio com agilidade é algo que todas as empresas precisam para se fortalecer.

Entretanto, como vimos no início desse artigo e como você já deve ter experienciado no seu dia a dia, apenas a vontade de inovar não é o suficiente. Alguns podem atribuir essa falha a falta de criatividade ou geração de ideias, ainda mais quando pensamos no impacto que uma inovação disruptiva, por exemplo, tem no mercado. Entretanto, de acordo com a McKinsey o coração do problema está na alocação de recursos.

Muitos falam sobre a importância na inovação como potencializadora do crescimento, porém falham na hora de direcionar recursos (pessoas, investimentos, gerenciamento, atenção) para apoiar as melhores ideias. Por isso, as empresas normalmente acabam fazendo melhorias em produtos e serviços existentes ou em algo que seja presumido com alto grau de certeza, porém com baixo potencial disruptivo ou de criação de novos modelos de negócio.

Quando falamos em inovação, é fundamental que ela faça parte do dia a dia e das métricas das áreas. No artigo, vemos o exemplo de um CEO que tentou de diversas formas solucionar o problema de inovação da empresa: criando uma incubadora, um espaço de colaboração para inovação aberta e até uma corporate venture. Porém, nada disso deu resultado! Mas por quê? Porque os líderes não precisavam da inovação para cumprir as metas e objetivos das áreas.

É necessário também mostrar paras os seus colaboradores como a companhia pode se transformar a partir da inovação. Essa apresentação de futuro, que descreve em detalhes como será o sucesso, aliada a estratégia e ações-chave que incluem métricas quantitativas e qualitativas para medir o progresso são capazes de inspirar, para além das palavras, garantindo o comprometimento de todos. O segredo é escolher métricas que estão diretamente relacionadas a geração de valor para o negócio.

Além de inspirar e trazer a inovação para o dia a dia de todos, priorizar e escolher as oportunidades que serão desenvolvidas também é uma tarefa importante, justamente por conta da alocação de recursos. Se o objetivo não está claro, é impossível destinar subsídios significativos.

Green box: conheça essa metodologia de inovação

Como falamos acima, as organizações precisam revisitar seus modelos de growth, especialmente para demonstrar o papel da inovação no crescimento da empresa. Para isso, a McKinsey apresenta no artigo o conceito de “green box” ou caixa verde.

Uma “green box” não é literalmente uma caixa, mas sim uma representação do valor que uma empresa gera por meio de todas as formas de inovação (disruptiva ou incremental, por exemplo), durante um período pré-determinado de tempo, quantificado por métricas como receita, aumento dos lucros, ou ambos.

Essa “caixa” é verde, porque simboliza a quantidade de crescimento que apenas a inovação pode produzir. Isso é convertido em objetivos e métricas para todas as áreas/setores da empresa, o que deve se refletir no portfólio de inovação de cada um.

Ao criar uma caixa verde, você pode não saber quais inovações em específico vão caber nela, mas você sabe que vai precisar de vários inputs, que vão te auxiliar na tomada decisões e na alocação de recursos.

E, claro, é importante frisar que o risco é algo intrínseco a inovação, já que é impossível eliminar completamente as falhas. Entretanto, essas dicas nos ajudam a reduzir as chances de multiplicar apostas ruins, reformando o processo de tomada de decisão, para melhorar avaliar o potencial de inovação de cada ideia.

Inovação disruptiva no mercado financeiro com o Open Finance

O Open Finance reúne em um mesmo ecossistema “diversas iniciativas de digitalização de serviços financeiros e um amplo escopo de dados, como os relacionados a investimentos, seguros e previdência”, explicou Campos Neto, presidente do Banco Central (BC) em entrevista ao portal Infomoney. Assim, o objetivo principal do Open Finance é aumentar a concorrência e, como consequência, a eficiência do sistema financeiro, ampliando o conjunto de produtos e serviços oferecidos.

No Brasil, o Open Finance inclui as iniciativas de Open Banking, Open Insurance e Open Investment. Dessa forma, os clientes/consumidores se tornarão donos de seus dados financeiros e, portanto, podem tomar a decisão de autorizar o compartilhamento deles com outras instituições, com o objetivo de, em troca, receberem melhores produtos e serviços, como ofertas de crédito, por exemplo.

Atualmente, estamos concluindo as fases de implementação regulatórias e já existem expectativas para os novos modelos de negócio no Open Banking, já que o compartilhamento de dados gera benefícios tanto para as empresas, que poderão gerar insights mais precisos sobre o comportamento de seus consumidores; quanto para os clientes, que receberão melhor atendimento e terão mais opções de escolha.

Ou seja, existem muitas oportunidades de inovação disruptiva no futuro do mercado financeiro, especialmente quando falamos no encaminhamento de proposta de crédito via correspondente digital e nos iniciadores de transação de pagamento.

OPUS Open Banking

Para fazer parte desse ecossistema de oportunidades e inovação disruptiva, você pode contar com o OPUS Open Banking, uma solução completa, 100% aderente à diretrizes do Banco Central e a LGPD. No vídeo abaixo, você confere como ela funciona: