Cloud Management: processos de gerenciamento de nuvem que fazem a diferença

Grande parte das organizações hoje operam na nuvem, de forma total ou parcial. Mas sem o gerenciamento correto, estar em um ambiente de cloud pode ser desafiador. O Cloud Management, ou gerenciamento em nuvem, refere-se a processos, estratégias, políticas e tecnologia usados para ajudar a controlar e manter ambientes públicos e particulares, de nuvem híbrida ou de várias nuvens.

Agir rapidamente e aproveitar oportunidades tecnológicas é uma necessidade para se manter competitivo e os serviços em nuvem desempenham esse papel.

Após realizar a migração para a nuvem da sua empresa, ter os elementos de gerenciamento de nuvem ao seu lado é importante para a sustentabilidade e o funcionamento correto da infraestrutura do ambiente cloud. Esse gerenciamento pode ser feito internamente ou por uma empresa terceirizada.

À medida que a computação em nuvem se expande pela empresa, uma plataforma geral de gerenciamento de nuvem pode ajudar a implantar, gerenciar, monitorar e controlar todos os recursos e ambientes de computação escaláveis, como são os ambientes em nuvem. Além disso, os profissionais de TI trabalham para acompanhar o ambiente regulatório atual, visando a segurança de dados. Estruturas de governança em nuvem podem ajudar também nesses recursos.

Os produtos de gerenciamento de nuvem mais abrangentes oferecem recursos que cobrem essas cinco categorias:

  1. Automação e orquestração para aplicativos e VMs individuais;
  2. Segurança, incluindo gerenciamento de identidade e proteção e criptografia de dados;
  3. Governança e conformidade com políticas;
  4. Monitoramento de desempenho e
  5. Gestão de custos.

Continue a leitura e saiba mais como implementar o Cloud Management, quais são os principais elementos do gerenciamento de nuvem e como identificar a geração de valor trazida por essa estratégia.


Por que o cloud management é importante?

A dependência de cloud computing continua a crescer e muitas organizações têm dificuldade para gerenciar arquiteturas cada vez mais complexas. O gerenciamento de nuvem pode ajudar as organizações esses objetivos:

  • Flexibilidade: profissionais de TI têm acesso aos recursos da nuvem, criam novos, monitoram o uso e o custo e ajustam as alocações de recursos;

  • Automação do fluxo de trabalho: equipes de operações gerenciam instâncias de nuvem sem intervenção humana, com a ajuda de Inteligência Artificial;

  • Análise de nuvem: ajuda a rastrear cargas de trabalho de nuvem e experiências do usuário, além de reduzir o tempo gasto em tarefas e manutenção de rotina;

  • Escalabilidade: o gerenciamento em nuvem é essencial para administrar centenas de aplicativos e servidores diferentes na nuvem, permitindo que as organizações escalem os aplicativos e inovem com mais rapidez;

  • Gerenciamento centralizado: integração de aplicativos, sistemas operacionais, armazenamento, ferramentas de segurança na nuvem;

  • Maior segurança: o gerenciamento de nuvem pode ajudar você a seguir as políticas, as diretrizes e os requisitos regulamentares do Cloud;

  • Otimização de gastos: soluções de gerenciamento em nuvem fornecem relatórios detalhados com estorno e exibição para ajudar você a entender melhor o uso, alocar recursos com mais eficiência e prever gastos com precisão.

As empresas têm maior probabilidade de melhorar o desempenho, a confiabilidade, a contenção de custos e a sustentabilidade ambiental da computação em nuvem quando adotam práticas comprovadas de otimização de nuvem. Segundo a McKinsey, um banco europeu conseguiu fornecer o mesmo resultado com equipes 20 a 30% menores, depois de integrá-las ao DevSecOps e à nuvem.

Outro banco na Ásia migrou mais da metade de suas cargas de trabalho para a nuvem e agora pode desenvolver e lançar novos produtos rapidamente e em escala nos mercados internacionais.

Esses exemplos ainda são discrepantes no setor financeiro, onde a maioria das empresas têm hesitado em migrar para a nuvem em grande escala. O cenário de TI nas instituições financeiras é particularmente variado, com aplicativos legados sendo executados junto com sistemas mais modernos, o que pode dificultar a adoção de ambientes em cloud sem a ajuda de parceiros em tecnologia, como a Opus.

>> Leitura recomendada: Cloud Computing: A virtualização da área de Tecnologia da Informação

Como orquestrar o Cloud Management em busca de otimização e aprimoramento de processos?

De acordo com a McKinsey, investir na migração de aplicações sem investir em uma forte base de nuvem cria uma realidade econômica em que cada aplicativo passa a custar, se não o mesmo, mais para migrar do que o primeiro.

Isso ocorre porque essa ação não aborda os processos subjacentes de infraestrutura, segurança e governança e apenas transfere para a nuvem os processos existentes e as questões operacionais.

Construir uma base de nuvem eficaz requer:

  • Configurar o número certo de zonas de isolamento para limitar as consequências de problemas que afetam qualquer aplicativo;

  • Automatizar tudo o que for possível automatizar. O gerenciamento em nuvem permite o gerenciamento programático e automatizado de recursos;

  • Implementar padrões de aplicativos de ponta a ponta que podem ser consumidos como código pelos desenvolvedores para permitir uma experiência de autoatendimento sem atrito;

  • Cuidar do acesso e manter a conformidade, garantindo que usuários e configurações da nuvem estejam alinhados aos requisitos regulatórios e às políticas da organização;

  • Usar pipelines automatizados de integração contínua/entrega contínua.

Esse foco na automação também se estende ao FinOps (operações financeiras), o processo de gerenciamento dinâmico de custos de aplicativos na nuvem. Como a nuvem é tão dinâmica, automatizar as finanças pode ajudar a sinalizar ou ajustar problemas financeiros para manter os custos alinhados com as metas do negócio.

As ferramentas e tecnologias de cloud management apresentam estratégias e processos para supervisionar com eficiência os recursos e aplicativos baseados na nuvem. Os fluxos de trabalho são facilitados e automatizados e as tomadas de decisões passam a ser melhor fundamentadas para que os custos e uso de nuvem sejam econômicos, com o provisionamento de nuvem.

O que provisionamento de nuvem e segurança na nuvem têm em comum?

Esse provisionamento refere-se a como um cliente adquire e orquestra o uso dos recursos e serviços de um provedor de nuvem, desde volumes de armazenamento de instâncias de VM e computação recursos adicionais. O desafio clássico é otimizar a alocação de recursos e serviços, balanceada com vários fatores, como desempenho, custo e segurança; além disso, a necessidade de antecipar e evitar problemas de segurança e aplicação de políticas.

A segurança na nuvem continua sendo uma prioridade para todas as organizações e provedores de serviços de cloud. Como gerenciar o acesso, proteger os dados e proteger os ambientes de nuvem contra ameaças internas e externas são algumas das preocupações mais recorrentes das equipes de TI.

Segundo o Google Cloud, muitas empresas têm dificuldade para equilibrar o uso eficaz dos recursos para o melhor desempenho com uma política sólida e mitigação de riscos. Alguns usuários e especialistas acreditam que a inteligência artificial e o aprendizado de máquina podem reduzir de forma eficiente e significativa os custos da nuvem.

O uso de ferramentas que verificam cargas de trabalho na nuvem, detectam anomalias e alertam os administradores sobre os problemas pode facilitar tanto o provisionamento quanto a confiabilidade de todo o processo.

>>Leitura recomendada: Gestão de TI: navegando por desafios e oportunidades

É possível automatizar o processo de forma segura?

De acordo com o provedor de software de segurança McAfee, 52% das empresas experienciam melhor segurança em cloud do que com TI tradicional. Porém é importante lembrar que as ferramentas de IA e o aprendizado de máquina complementam as ações dos humanos, mas não as substituem. A equipe deve saber como o uso da nuvem afeta os resultados, tanto nas linhas de negócios quanto nas de TI.

A automação da nuvem, também chamada de orquestração, reduz o trabalho manual e repetitivo envolvido no gerenciamento de cargas de trabalho na nuvem. A ideia principal é aumentar a eficiência operacional, acelerar a implantação de aplicativos e reduzir qualquer erro humano que possa desativar os aplicativos.

Segundo a Red Hat, a Datacom transformou suas ofertas de serviços com a automação, o que simplificou as operações internas. Assim, os clientes da empresa têm acesso a uma plataforma flexível, capaz de se adaptar aos ambientes de nuvem híbrida e que proporcionou um aumento de 20% na eficiência operacional.

Já a Ascend Money criou uma plataforma central de desenvolvimento e implantação de aplicações. Isso simplificou as operações entre localidades diferentes, aumentou a consistência e a escala e reduziu em 57% o tempo necessário para executar tarefas.

A automação conecta o cloud management de ambientes híbridos e de multicloud, melhorando a consistência e a escalabilidade. Como a segurança da nuvem é uma responsabilidade compartilhada com o provedor de serviços e com todos os usuários, o gerenciamento de nuvem desempenha um grande papel na proteção de dados, aplicativos e serviços em ambientes de nuvem.

As melhores práticas de segurança na nuvem incluem:

  • gerenciamento de configuração;
  • atualizações de segurança automatizadas em SaaS; e
  • gerenciamento aprimorado de registro e acesso.

Painéis de segurança e ferramentas de análise de tendências permitem que as empresas analisem seu ambiente para mantê-lo seguro. A consultoria Gartner prevê que, até o final de 2025, 30% das empresas estabelecerão novas funções com foco na resiliência de TI e aumentarão a confiabilidade, tolerabilidade e capacidade de recuperação de ponta a ponta em pelo menos 45%.

Sem uma equipe de TI competente, é difícil para qualquer estratégia de cloud management ter sucesso. Esses indivíduos devem possuir conhecimento das ferramentas adequadas e das melhores práticas enquanto mantêm em mente os objetivos de cloud management do negócio.

Como treinar a equipe de TI para o cloud management?

O sucesso de qualquer estratégia de cloud management depende não apenas do uso adequado de ferramentas e automação, mas também de contar com uma equipe de TI competente. As equipes de TI e de negócios devem:

  • Colaborar para assimilar uma cultura de nuvem e entender os objetivos do negócio;
  • Testar o desempenho de aplicativos em nuvem;
  • Monitorar métricas de computação em nuvem;
  • Tomar decisões críticas de infraestrutura;
  • Lidar com patches e vulnerabilidades de segurança;
  • Atualizar as regras de negócios que orientam o gerenciamento de nuvem.

As empresas que carecem de uma equipe de TI qualificada podem buscar ajuda de terceiros, parceiros de tecnologia, para buscar suporte na redução de custos da nuvem.

As empresas de maior sucesso têm um modelo de trabalho em que a tecnologia e os negócios trabalham juntos em equipes multifuncionais. Essa abordagem orienta toda a migração para a nuvem em direção ao valor comercial que ela pode gerar. O treinamento em gerenciamento de nuvem deve ir além da TI e abranger outros departamentos, desde a cadeia de suprimentos até a equipe de contabilidade.

Como identificar que meu gerenciamento de nuvem está funcionando?

O cloud management mede as condições de uma carga de trabalho e os vários parâmetros quantificáveis ​​relacionados às operações gerais da nuvem. Já a observabilidade da nuvem ajuda a avaliar a integridade da nuvem: tem menos a ver com métricas e mais ligada às resoluções do que pode ser obtido de uma carga de trabalho.

O gerenciamento de nuvem permite a observabilidade na nuvem, com o monitoramento e registro de eventos, a fim de inspecionar e entender o que está acontecendo nos seus ambientes em cloud.

Um dos desafios da observabilidade é acompanhar os designs de aplicativos modernos. À medida que eles evoluem, as equipes de TI devem ajustar suas estratégias de monitoramento e definir quais as métricas certas para ajudar a identificar tendências e fornecer orientação sobre o que você deseja medir. Lembrando que cada empresa terá pontos de dados em potencial, por isso a estratégia deve ser feita de forma personalizada, levando em conta:

  • Os dados sobre a utilização do volume e desempenho de uma instância de computação (processador, memória, disco etc.) fornecem informações sobre a integridade geral do aplicativo.

  • O consumo de armazenamento refere-se ao armazenamento vinculado às instâncias de computação.

  • Os serviços de balanceamento de carga distribuem o tráfego de rede de entrada.

  • As instâncias de banco de dados ajudam a agrupar e analisar dados.

  • As instâncias de cache usam memória para armazenar dados acessados ​​com frequência e, assim, evitam a necessidade de usar mídia mais lenta, como armazenamento em disco.

  • As funções, também chamadas de serviços de computação sem servidor, são usadas para provisionar cargas de trabalho e evitar a necessidade de fornecer e pagar por instâncias de computação. O provedor de nuvem opera o serviço que carrega, executa e descarrega a função quando atende aos parâmetros do gatilho.

Para garantir que a infraestrutura de nuvem opere em boas condições e de maneira estratégica, é ideal que sua organização possa contar com um parceiro de tecnologia, como a Opus, com profissionais especializados, que darão suporte personalizado. Venha conversar com a gente!

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